Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    No contexto social vigente, a produção do lixo de modo exagerado, ainda se caracteriza como um entrave para os brasileiros. Nota-se que a ideologia consumista, que impede as pessoas de desenvolverem uma consciência ambiental significativa e a questão do descarte e destino de resíduos sólidos, se configuram como desafios a serem superados por esta e as próximas gerações.
    Para o filósofo Karl Marx, o capitalismo torna as pessoas consumidoras despreocupadas com o futuro. Nessa conjuntura, constata-se que valores como o bem-estar dos seres vivos entra em desuso quando o indivíduo se centra na lógica de consumir e descartar. Dessa forma, reduzir o consumo e, consequentemente, o volume de lixo, é uma forma de construir na sociedade um comportamento que preze pela sustentabilidade em suas dimensões econômicas, sociais e ambientais.
    Deve-se abordar, ainda, que iniciativas ecológicas como a coleta seletiva ainda está longe de ser amplamente implantada no Brasil. Prova disso é o fato de o IBGE  revelar que apenas 15 de 50 municípios possuem coleta seletiva. Assim sendo, falta muito para que a nação brasileira dê um destino correto aos detritos e caminhe para contribuir efetivamente na diminuição da produção de lixo na Terra.
    Fica claro, dessa forma, que o problema ambiental no País requer atos legislativos aptos a tornar a preservação da natureza uma obrigação cidadã. Desse modo, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em consonância com o Público, fiscalizar a coleta seletiva e punir rigorosamente por meio de multas os indivíduos que não realizarem o serviço, para que se viva em harmonia com a natureza permitindo a ampliação da vida do planeta e da população.