Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Exposição da realidade 
        No limiar do século XXI, o crescimento da geração de lixo tornou-se um problema de ordem pública que o Brasil foi convocado a administrar, combater e resolver. O país possui uma produção de resíduos sólidos incompatível com a sua capacidade de gerenciá-los, com isso, lixões são os principais destinos do lixo no Brasil. Tal problemática é alarmante, haja vista que ocorre, infelizmente, não só devido à falta de gestão governamental, mas também em decorrência da sociedade de consumo ao qual estamos inseridos. 
       Convém ressaltar, a princípio, que com o advento do capitalismo e a posterior globalização, o consumismo tornou-se algo natural na vida em sociedade. A obtenção, principalmente, de produtos descartáveis é um fato determinante no crescimento do lixo no país. Outro ponto a ressaltar é a pouca vida útil dos produtos adquiridos, que gera um ciclo vicioso de comprar e descarte de materiais no meio ambiente. Em vista disso, é evidente a forte responsabilidade que a sociedade, influenciada por uma cultura consumista, possui na permanência desse agravante problema.
       Reúnem-se aqui problemas sem dúvida preocupantes, uma vez que políticas públicas para a administração de todo resíduo gerado é ineficiente ou inexistente no Brasil, programas de reutilização e reciclagem não satisfazem a grande demanda de materiais descartados. Diante disso, a grande quantidade de lixo a céu aberto agride o meio ambiente, contaminando o ar, solo, subsolo e os rios. Outro problema advindo do mau armazenamento do lixo é o entupimento de bueiros, que em épocas de chuvas inundam as cidades, e a disseminação de doenças, principalmente, por pessoas que vivem ou trabalham nesses ambientes. Esses tantos problemas oriundos do acúmulo de lixo, resulta em uma cidade em estado caótico. 
         Portanto, é imprescindível que, diante dos argumentos expostos, haja uma concentração objetiva em diretrizes que formulem mudanças. Nesse sentido, o governo deve, a princípio, investir na infraestrutura de locais para armazenamento do lixo, com criação de mais aterros sanitários ou alternativas de dispersão do lixo como a reciclagem, a fim de evitar o surgimento de lixões. Outra medida necessária é a divulgação de campanhas publicitárias, a partir da mídia, com o intuito de conscientizar a população a cerca do consumo excessivo de materiais descartáveis. Com a fundamentação dessas ações, será possível vislumbrar um país livre dos malefícios que o acúmulo de lixo pode gerar.