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    A Revolução Industrial, que teve origem na Inglaterra no século XIII, é considerada, entre tantos outros méritos, o berço do capitalismo, pois deu início à fabricação de produtos em larga escala. Embora tenha, teoricamente, data de início e fim é certo que os efeitos desse movimento refletem sobre a sociedade até hoje, já que o hábito de comprar cresce proporcionalmente à expansão da indústria. Entretanto, é fato que quanto maior o consumo, maior é a produção de lixo e, devido ao aumento populacional no decorrer dessas décadas, isso se tornou um problema ambiental sério. Tal cenário é oriundo da lentidão na mudança de hábito das pessoas como de falhas no processo de coleta. 
          A princípio, vale ressaltar que a população é a principal responsável pela situação do lixo, uma vez que dificilmente ocorre a reflexão, antecedente a compra, da real necessidade daquele item. É evidente que muitos produtos são adquiridos por impulso ou por compulsão de obter, se após tê-los comprado fosse feita uma análise pessoal sobre a utilidade daquilo certamente as próximas aquisições seriam repensadas. Aliás, conforme reportagem divulgada pela revista Exame, em média 30% dos artigos obtidos pelas pessoas são descartados antes de serem utilizados. Assim, é simples observar que esse percentual corresponde aos detritos presentes no planeta desnecessariamente. 
          Por conseguinte, a seleção do que descartar em orgânicos, plástico, vidro, papel e metal, não é uma prática adotada pela maioria dos indivíduos. Comprometendo, dessa maneira, a reciclagem de materiais que poderiam ser reaproveitados, uma vez que após prensados todos juntos no caminhão de coleta, torna-se muito mais difícil separá-los, podendo considerar expressivas perdas. Por esse motivo boa quantidade de lixo tem destinos inadequados, como rios e posteriormente oceanos comprometendo a biota desses lugares. Inclusive, de acordo com o documentário The Plastic Ocean, exibido pelo Netflix, cerca de 25 milhões de toneladas desses entulhos são despejadas anualmente nos mares, interferindo negativamente na vida de organismos marinhos. 
          Logo, nota-se que essa sujeira pode ser, no mínimo, reduzida. Portanto, é preciso que a ONU intervenha por meio de um projeto ambiental, em parceria com o Governo Federal dos principais países produtores de lixo e seus órgãos responsáveis pelo meio ambiente, a fim de mostrar a importância que cada um tem sobre o todo. Para isso devem promover palestras com especialistas, em escolas, empresas e parques como veicular campanhas midiáticas em televisores, rádios e redes sócias que visem concientizar a todos sobre a necessidade de refletir antes da aquisição de bens e também de separar os meterias que podem ser reciclados na hora do descarte. Dessa forma, a humanidade poderá caminhar de braços dados rumo ao desenvolvimento sustentável.