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    Com a primeira revolução industrial em meados do século XVIII, surgiu no mundo um estilo de vida baseado no ter. Estilo esse que perdura até os dias atuais e trouxe consigo o que hoje é considerado uma das principais mazelas do atual século, o acumulo de lixo sólido. Diante da gravidade dessa questão, urge a mobilização conjunta do Estado e da sociedade brasileira a fim de buscar soluções para o combate desse tema.
          É indubitável, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do excesso de lixo no Brasil e no mundo. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Nessa perspectiva, é perceptível que o Estado brasileiro mostra sua ineficiência em atingir tal equilíbrio, visto que, de acordo com dados recentes do Ministério do Meio Ambiente, mais de 50% das cidades brasileiras descartam o lixo de maneira incorreta e o que é ainda pior é o fato de que o índice de reciclagem do lixo no Brasil não passa dos 4%. Deixando claro que as causas do problema estão explicitas, faltando apenas a responsabilidade de combate-las.
          Outrossim, destaca-se como impulsionadora desse problema, a falta de uma efetiva educação ambiental na população brasileira. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Diante do exposto, vale destacar, a importância de se ter a educação ambiental como uma prioridade de um país, pois antes de tudo a mudança deve começar a partir de pequenas atitudes por parte da sociedade, conhecendo o papel transformador que cada indivíduo tem no combate a questões como o acumulo de lixo.
          É evidente, portanto, que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Por conseguinte, cabe a esfera federal pressionar os municípios, garantindo-lhes os devidos recursos para a criação de projetos que visem a coleta seletiva do lixo e o devido descarte do mesmo, baseados em metas de médio/longo prazo que quando alcançadas gerem incentivos fiscais aos municípios. Além da responsabilidade em garantir ao menos 50% da reciclagem de todo o lixo por meio de parcerias com cooperativas de reciclagem. Ademais, fica a cargo do Ministério da Educação, auxiliado pelas instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca dessa questão em palestras elucidativas, por meio de exemplos em obras literárias, dados estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, a fim de estimular a criticidade da sociedade, fazendo com que elas percebam sua importância para a implementação das soluções para esse grave empecilho.