Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Desde a 2ª revolução industrial, o consumo tem sido o foco da relação entre produção e consumidor. Nesse contexto, com o advento das máquinas, bens industrializados, antes manufaturados, tornaram-se mais acessíveis à população, facilitando sua compra. Entretanto, esse estímulo exagerado tem como conseqüências grande quantidade de lixo, interferindo negativamente no meio ambiente e na saúde do homem. Diante disso, é necessário analisar o atual contexto para contornar esse viés.
          Em primeira análise, é observado que o meio ambiente é degrado, pois muitos detritos são descartados irregularmente. Nessa conjuntura, muito do lixo produzido nas grandes cidades tem destinos irregulares como lixões, que devido à manutenção inadequada, gera gás metano (CH4), dióxido de carbono (CO2) e chorume. Seguindo essa lógica, segundo o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação de igual intensidade. Nesse sentido, essa degradação tem tido como conseqüências a transmissão de doenças para o homem e também conseqüências ambientais como o agravamento do efeito estufa, chuva ácida e aquecimento global. Tal cenário demonstra que é necessária uma efetiva mudança para reverter o quadro.      
    
          Além disso, cabe analisar que a chamada obsolescência programada, criada no contexto da segunda revolução industrial, tem relação direta com o acumulo de lixo no planeta. Sob essa óptica, essa estratégia tem como objetivo diminuir a vida útil do produto para que ao consumir, trocamos por outro com tecnologia superior. Nessa perspectiva, segundo o filósofo Shopenhauer, a vontade é cega e irracional e move todos os seres vivos. Nesse cenário, essa vontade tem gerado um consumo exarcebado como resultado uma grande quantidade de lixo desnecessário, degradando recursos naturais. Tal realidade culmina para o agravamento da problemática, uma vez que esse desequilíbrio tem resultado o fim da estabilidade mínima de vida na terra.
    
          Não há dúvidas de que essa grande quantidade de lixo afeta a saúde do homem e o meio ambiente. Portando, é necessário que Ministério da Educação em conjunto com escolas, altere a grade curricular incluindo uma disciplina de educação ambiental para alunos do fundamental e médio, que aborde questões como reciclagem, consumo consciente e sustentabilidade a fim de mudar a forma como lidar com o lixo e meio ambiente. Bem como também, Governo Federal em conjunto com mídia crie campanhas televisivas e na internet sobre reeducação ambiental para abrangência nacional. Assim, mudamos a forma de consumo criada na revolução industrial e também a forma como lidamos como o lixo.