Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    A combinação de ecossistemas é responsável pelo equilíbrio químico do planeta, pela biodiversidade e pela regeneração da atmosfera. No entanto, essa harmonia está sendo rompida à medida que o lixo se torna presente no meio ambiente.Com isso, deve ser questionado como o capitalismo e o individualismo contribuem com esse entrave.
     É indubitável que o capitalismo impulsiona o aumento desenfreado do lixo. Isso ocorre porque tal sistema,preocupado apenas com a obtenção de lucros, incentiva o consumismo e não se importa com os prejuízos decorrentes do mesmo.Com efeito, o desenvolvimento de novos produtos vislumbra o ser humano, que tende a comprar itens a todo momento.Tal questão pode ser compreendida ao se considerar o pensamento do filósofo Schopenhauer, cuja perspectiva é baseada na ideia de que o indivíduo vive preso a uma cadeia de desejos e nunca se satisfaz. Nota-se, diante disso, que a conjuntura hegemônica do capitalismo resulta no desperdício, uma vez que objetos são facilmente substituídos.
     Em consonância, a falta de alteridade potencializa a problemática. Isso acontece devido as pessoas, na pós-modernidade, se ausentarem do exercício da empatia, conforme Zygmunt Bauman. Em decorrência dessa fragilidade no que diz respeito ao meio ambiente, o individualismo é alimentado, visto que a maioria da população acaba, muitas vezes, não se preocupando com o destino do lixo produzido e com os impactos que ele pode causar nas próximas gerações e nos animais. Tal situação é notada ao passo que 80% dos resíduos lançados nos oceanos têm origem nas cidades e correspondem ao despejo inapropriado, segundo a Associação Internacional de Resíduos Sólidos.
     É evidente, portanto, que o desequilíbrio causado pelo lixo tem como base a negligência da sociedade.
    Dessarte, é necessário que o Ministério do Meio ambiente, em parceria com os municípios, crie o programa 'lixo consciente', o qual seja efetivado por intermédio de incentivos fiscais às indústrias e empresas e de propagandas nas mídias sociais, a fim conscientizar a comunidade ao consumo e descarte adequado. Para mais, é fundamental que o Ministério da Educação, junto com Organizações Não Governamentais, desenvolva campanhas que incentivem a empatia , através de encontros que contem com debates sobre a importância da preservação dos ecossistemas, objetivando reduzir as consequências da problemática. Nesse sentido, será possível a consolidação de uma relação  sustentável entre comunidade e meio ambiente .