Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    O escritor austríaco Estefan Zweig escreveu um livro intitulado “Brasil, país do futuro” quando, em meados do século xx , mudou-se para o Brasil fugindo da perseguição nazista na Europa. Assim, quando se observa os problemas socioambientais vivenciados pelos brasileiros acerca do lixo, percebe-se que a profecia não saiu do papel, devido à pouca mobilização governamental e às falhas escolares. 
     A princípio, nota-se que o Governo se mobiliza retardatariamente no que diz respeito aos problemas causados pelos lixos. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Poder Público deve criar leis flexibilizadas para garantir a passividade e o bem-estar dos cidadãos, porém, quando se observa a nível brasileiro, percebe-se que essa função governamental está falhando, já que é retratado diariamente nos meios midiáticos casos relacionados a ocupação irregular do lixo, por exemplo, casos de enchentes no meio urbano. Isso se deve ao fato do Governo pouco se mobilizar acerca dessa problemática, dentre esses fatos, pode-se destacar a falta de leis e diálogos com a sociedade sobre o destino dos lixos das cidades. Dessa forma, enquanto o Poder Público não cumprir com o seu papel governamental, o ideal de Zweig de que o “Brasil é o país do futuro” ficará mais distante de se tornar realidade.
     Outrossim, nota-se como as escolas contribui indiretamente para os problemas relacionados ao lixo. As instituições de ensino têm por função desenvolver um pensamento social e crítico, entretanto pouco dialoga com seus alunos sobre as consequências dos lixos em locais inapropriados. Como prova disso, a Unesco vem criticando 50% dos países do planeta, incluindo o Brasil, no que diz respeito ao preparamento do aluno para um ambiente externo à escola, devido a uma pessoa, por exemplo, concluir o Ensino Médio com uma pouca noção sobre o que é cidadania, política ou até mesmo sobre os malefícios dos lixos em locais errôneos. 
     Em suma, torna-se necessário uma atenção maior acerca das problemáticas dos lixos no Brasil. Para isso, o Governo deve prover informações sobre as consequências da demanda de lixos nas ruas, por meio de panfletagens digitais ou aotdoors nas comunidades, para que as pessoas reflitam sobre os efeitos do despejo de lixos em lugares impróprios, e que assim, os impactos dessa problemática possam diminuir. Ademais, as escolas devem massificar o ideário de que é errôneo despejar lixos em locais ilegais aos alunos, por meio de palestras e debates em sala de aula, para que os alunos cresçam com uma visão crítica sobre a problemática.