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    O Plano Nacional de Resíduos Sólidos determina medidas para o aprimoramento do tratamento de lixo no Brasil. No entanto, a Lei Federal ainda não entrou em vigor em muitas regiões do território brasileiro, definindo-se, portanto, uma problemática abordada pelo consumismo e pelas escassas políticas públicas que envolvem o manejo adequado dos resíduos, fatores que necessitam ser debatidos e resolucionados.
       Primordialmente, o consumo exacerbado dificulta a consciência cidadã acerca da responsabilidade sobre o lixo produzido e descartado. Conforme o Índice de Potencial de Consumo (IPC), em 2014, o Brasil consumiu em valores de 3,3 trilhões. Com isso, tem-se uma noção dos efeitos das compras brasileiras no cenário residual, com lixões à céu aberto acumulados de itens e das ruas repletas de objetos que não foram imprescindíveis no cotidiano do indivíduo, como produtos tecnológicos e outros que apenas necessitam de suporte, como cafeteiras. Dessa forma, o consumismo destaca-se como um dos fatores para a permanência do estigma sobre o lixo brasileiro.
       Ademais, as políticas públicas para a conscientização dos brasileiros sobre o tratamento adequado dos resíduos são escassas no país. De acordo com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), em 2016, apenas 18% dos municípios brasileiros apresentaram coleta seletiva. Com base nisso, o Ministério do Meio Ambiente não é eficaz no estímulo civil sobre a separação do lixo residencial e tecnológico, pois os indivíduos ainda confundem-se sobre a maneira certa de despachar os objetos digitais, os resíduos orgânicos dos sólidos que podem ser reciclados ou reutilizados, sendo estes, conceitos diferentes que muitos não entendem. Dessa maneira, o Estado é um dos contribuintes para a configuração hodierna sobre o processo residual.
    
       Destarte, mudanças são imprescindíveis para a alteração do mecanismo sobre o lixo brasileiro. A partir disso, o MEC, com o apoio do Greenpeace Brasil, por meio de ativistas, tem o desafio de proporcionar às escolas, palestras sobre os riscos do consumismo para a saúde do meio ambiente, a fim de desenvolver nos alunos o censo crítico a respeito da compra. E, ainda, ao Ministério do Meio Ambiente, é mister que atue junto ao Ministério da Cultura, empregando peças de teatro que dinamizem o projeto de separação do lixo e o reconhecimento dos bons efeitos do manejo adequado dele para o país. Com essa visão e perspectiva, poder-se-á transformar as atitudes dos brasileiros para melhor atender as expectativas de um Brasil limpo e conhecedor de seus deveres ambientais.