Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    O filme "Wall-e" retrata um cenário futuro no qual os seres humanos habitam o espaço, visto que o planeta Terra foi totalmente coberto por amontoados  de lixo. De forma análoga, no ritmo de produção de dejetos hodierno, essa situação já é visa como possível. Nesse contexto, a imprudência de alguns indivíduos e a ineficácia governamental, constituem bases intrínsecas que corroboram a problemática.
      Segundo o site "UOL", só a cidade de São Paulo, em média, gera 15.000 toneladas de lixo, anualmente, o que corresponde a 3.750 caminhões carregados, que, se fossem enfileirados cobririam um trajeto entre São Paulo e Nova Iorque, ida e volta. Curiosamente a produção de resíduos sólidos vem diminuindo desde 2016, reflexo da crise econômica vigente. Evidentemente o colapso financeiro não deve se perpetuar para a melhora prosseguir, tendo as pessoas que serem conscientizadas para não retrocederem aos números alarmantes de antes. Ademais, segundo Horkheimer, a midia possui um viés puramente lucrativo, em detrimento das consequências onerosas à sociedade. Analogamente, os meios de comunicação são amplamente utilizados para o anúncio de produtos, fomentando-se o consumismo, deixando a margem a conscientização da população acerca de seu papel cívico.
      Outrossim, o Governo Federal estabeleceu uma meta de acabar com os "lixões" até 2021, analisando-se os dados recentes, o objetivo está longe de ser alcançado. Esse amontoado de entulhos causa um ônus imensurável ao meio ambiente, consequentemente aos seres humanos, pois ele libera na atmosfera o gás metano, agravando o aquecimento global. Além disso, os dejetos acumulados produzem o chorume, que é um líquido viscoso que penetra na superfície terrestre, atingindo, eventualmente, os lençóis freáticos, contaminando os recursos hídricos. Também, segundo o Jornal do Brasil, 96 milhões de brasileiros têm a saúde afeada o pelos dejetos, que causará gastos na saúde pública ao Governo, que são muito maiores do que para o tratamento dos "lixões". Além do mais, os núcleos educacionais são transigentes com a temática, porquanto são realizados apenas eventos esporádicos que a retratam, sendo impreterível aulas pedagógicas recorrentes, para que os jovens sejam "blindados" da problemática.
     Torna-se evidente, portanto, que é mister a atuação governamental para deturpar as causas do empecilho.
     Destarte, o Governo, por meio do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as prefeituras, devem destinar uma parcela fixa da arrecadação dos impostos de produtos para a substituição de todos os "lixões" por soluções ecologicamente mais viáveis, somado a benefícios fiscais concedidos a empresas privadas que atuam na coleta seletiva de lixo, além da criação de um aplicativo, o "e-ecológico" que informe os locais de coleta seletiva das cidades. Com o fito de diminuir a produção de dejetos e de proporcionar o destino correto à eles, mitigando-se os efeitos maléficos ao meio ambiente.