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    A era do lixo
         Com o advento da Revolução industrial, iniciado no século XVIII, houve um aumento tanto na produção como no consumo de mercadorias e, como consequência, o descarte cada vez maior e irregular de resíduos advindos dessas atividades. Dessa forma, a sociedade atual é marcada pela produção desenfreada de lixo, que é favorecida pelo capitalismo e alguns de seus mecanismos, como a obsolescência programada. Nesse sentido, convêm analisar-se a principal consequência desses fatores para o meio ambiente, além de aplicar medidas para reverter tal cenário.
         Em primeiro ponto, é necessário constatar que o Estado ainda falha em aplicar medidas consistentes a respeito dos resíduos sólidos. Desse modo, grande parte do lixo domiciliar, industrial e hospitalar continua a ser descartado inadequadamente em lixões a céu aberto, em aterros irregulares ou até em rios. Essa irregularidade de descarte pode gerar consequências graves para a população, como, por exemplo, a reprodução de vetores e disseminação de doenças, além da poluição ambiental. Nesse sentido, simples práticas como a reciclem e reutilização, podem ser de grande importância para redução considerável do impacto causado pelo lixo. 
           Somando-se a isso, tem-se o fato de que segundo pesquisas realizadas pelo Pnuma, a produção de lixo no mundo deve ter um aumento de 1,3 bilhão para 2,2 bilhões de toneladas de lixo até 2025. Isso, dentre outros motivos, é consequência do mecanismo capitalista conhecido como obsolescência programada, que planeja e desenvolve produtos com uma vida útil menor, fazendo com que a população sempre esteja adquirindo novos produtos. Assim, é necessário a criação de leis que regulamentem e punam tais práticas, já que, além corroborar para a produção cada vez maior de lixo, ela também é um mecanismo de exploração comercial da população. 
           Diante desses impasses, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente, será revertido na estruturação de campanhas, através de eventos comunitários e midiáticos, com vistas a sensibilizar a população acerca dos impactos causados pela irregularidade no despejo do lixo e a importância de haver a reciclagem. Paralelamente, cabe ao Governo Federal a implementação de medidas ainda mais rigorosas referentes aos resíduos sólidos produzidos tanto pelas industrias quanto pela população em geral, aplicando multas para aqueles que desrespeitarem tais medidas. Dessa forma, com o tempo pode haver uma mudança gradativamente na maneira incorreta de agir da população, que, empenhada, pode criar um mundo mais limpo e sustentável.