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    Na abordagem do Materialismo Histórico, Karl Marx desenvolve a ideia de que a produção é à base de toda a ordem social. Contudo, da Revolução Industrial em diante percebe-se certo atrelamento social a uma cultura da abundancia a qual ignora qualquer minimalismo produtivo. De tal maneira a produção de resíduos sólidos é fatal, é imensa, e agrega um estilo de vida cada vez menos orgânico e prejudicial à natureza. Logo, é possível a partir disso a discussão acerca do lixo no mundo atual.
     Nesse sentido, como diria o poeta Augusto Campos, o setor comercial precisa ser criticado em vista ao meio ambiente. A hodierna condição, pois, de busca incessante por qualidade de vida, a população consome bens cada vez em maior quantidade. Todavia, tal ideia equiparada a mania de ter e ostentar luxo esbarra, todavia, numa premissa fundamental: o descarte dos restos. Não atoa, o sistema de produção por obsolescência programada que motiva inúmeras produções mercadológicas, fazendo-se demasiadamente lucrativo, legitima o aspecto desarmônico da relação homem-natureza ao ampliar o feitio da modernidade hiperprodutiva das coisas que rapidamente se tornam lixo.
     Ainda assim, sendo o contingente avaliado em bilhões de pessoas, é essencial que ao menos existisse uma política clara e justa a respeito do descarregamento de tantos resíduos. Segundo Maimunah Sharif, uma parte do lixo é reciclada, mas muito (dele) é simplesmente descartado, situação que indica o descaso social com a biota global. Nesse contexto, o fator “entulho” incide paulatinamente numa desordem de vida populacional que implora por uma mudança precisa: na eliminação desses materiais inúteis a torna-los novamente propícios ao uso, e para isso há, por exemplo, o complexo da reutilização ou reciclagem. 
     Diante do exposto, restam solucionarem o problema do lixo para a maximização da organicidade da vida no planeta. Para tanto, é preciso à alteração nos padrões de produção e consumo dos bens materiais, no qual organizações empresariais e sociedades estejam aliadas a um pensamento sustentável e mais eficiente, isto é, enfocando na durabilidade dos produtos e consciência enquanto o ter. Também é necessário que entidades governamentais e ONGs incentivem, por meio de propagandas, a atividade do reuso de objetos a partir de algum modo, e assim pode através de imagens, demonstrar a capacidade que muitos utensílios têm de renovação ou transformação. Com tudo isso, é capaz que construam uma ordem social mais adequada ao presente da natureza universal.