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    Com o advento da Revolução Industrial, a produção em série intensificou-se, e, consequentemente , a geração de lixo sofreu um grande impulso. Nessa circunstância, é notório que a questão do lixo na sociedade brasileira é uma problemática intrínseca presente no cenário hodierno, uma vez que a falta de uma consciência ambiental contribui para essa situação. Dessa forma, encontrar caminhos para amenizar esse quadro, é um desafio que precisa ser enfrentado pelo estado e pela sociedade civil.
        Sob a perspectiva do filósofo iluminista Immanuel Kant, o homem é fruto da educação. Sob esse viés, percebe-se que a má formação socioeducacional da sociedade no que tange o descarte de lixo e à falta de orientação a respeito, ocorre porque a população não tem uma conduta respeitosa com seu espaço, e, por conseguinte, o de seu próximo. Vale ressaltar que segundo a Associação brasileira de empresas de limpeza pública e resíduos especiais(ABRELPRE), apenas 3% do lixo produzido no Brasil é reciclado, assim, o descarte inadequado corrobora com a perpetuação do problema. Tais fatos se refletem nos ínfimos investimentos governamentais para inibir esse cenário. 
        Outrossim, como bem ilustrou o físico Isaac Newton, toda ação irá gerar uma reação. Nesse contexto, a principal consequência gerada pela carência na administração do lixo é a degradação do meio, como tem sido nos aterros sanitários, os quais estão submetidos a todos os tipos de detritos. Aliás, frusta constatar que, em vez de buscarem eliminar essa imprudência, as políticas públicas têm favorecido a continuidade dela. Tal realidade preocupa, pois, além de comprometer a integridade do meio ambiente, viabiliza a redução da biodiversidade, situação que prejudica inúmeros ecossistemas, sendo então, intolerável.
        Depreende-se, portanto, que o Poder público aplique maiores investimentos governamentais para projetos destinados a reciclagem, por intermédio de campanhas geridas por especialistas na área, a fim de ensinar as pessoas a fazer materiais através da reutilização. Paralelamente, convém ao Ministério da educação, em parceria com os meios midiáticos intensificar a promoção de propagandas que retratem o tema em questão, por meio de narrativas ficcionais , mostrando os danos que podem ser causados com o descarte inadequado. Assim, será possível minimizar os impasses causados e garantir um lugar melhor para as futuras gerações.