Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Segundo Sartre, o homem é livre para escolher o seu modo de agir, entretanto deve ter em mente que suas ações poderão afetar de algum modo o outro.Nesse sentido, com a crescente produção de lixo nas cidades e os empecilhos oriundos do consumo, o Brasil, embora adote políticas ambientais, encara problemas constantes para salvaguardar a sociedade.Se por um lado a ausência da coleta de resíduos descartáveis é prejudicial à nação, por outro lado, a solução de tal problema está ligado ao afeto das pessoas pelo município.
       Antes de tudo, é necessário salientar que o lixo é simplesmente um produto irrelevante para o ser humano, sendo este detentor de valor apenas no seu reaproveitamento, isto é, reciclagem.Porém, quando o reúso não ocorre, os impactos são demasiados.Na saúde humana, as enfermidades mais comuns são a leptospirose, a leishmaniose, a disenteria etc., principalmente nas regiões com pouco saneamento básico, por exemplo, Norte e Nordeste.Já na fauna e na flora, os danos são facilmente detectáveis: a deterioração de ecossistemas e a morte de variadas espécies ameaçadas ou não de extinção.Um exemplo disso é o rio Tietê, o qual, em épocas de chuvas, traz o agravamento dos problemas já citados.Se esse panorama não mudar, a situação apenas piorará.
       Além disso, o lixo, segundo Roger Scruton, só deixará de ser um fardo para a humanidade quando este estiver atrelado ao sentido de amor à cidade.Por exemplo, os portugueses evitam descartar os seus resíduos insensatamente devido ao impacto que isto ocasionaria na pesca, uma das principais atividades econômicas de Portugal, e na qualidade de vida dos cidadãos vigentes e porvires.Acordos globais, como o Acordo de Paris e o Protocolo de Quioto, são inúteis, pois, de acordo com Scruton, embora os países assinem tais projetos ligados de alguma forma com a reciclagem do lixo, poucos serão aqueles que os cumprirão.Isso acontece por causa das altas tarifas e multas ambientais, que atrapalham a economia de demasiados países, como a China e os Estados Unidos.Dessa forma, burocracias internacionais são extremamente dispensáveis para buscar um fim a esse caso.
       Em suma, considerando os aspectos já citados, fica notória a necessidade de medidas para reverter a situação atual.O Estado e as instituições ligadas a ele devem intensificar políticas de infraestrutura sanitária e urbana e campanhas socioeducativas locais sobre a reciclagem nos meios de comunicação.Para isso, a separação da coleta de lixo deverá ser lei federal e áreas carentes de regiões menos abastadas deverão ser modernizadas.A fim de que tais ações aconteçam, a carga tributária dos mais ricos terá um aumento temporário para o gerenciamento de tais políticas.Com isso, danos  à saúde humana e ao meio ambiente serão amenizados, garantindo o bem-estar de todos os seres vivos.