Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) a produção de lixo no mundo deve aumentar de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas até o ano de 2025,. A partir dessa informação, é indiscutível que a sociedade mundial deva buscar caminhos para atenuar a desenfreada produção de lixo no mundo, problemática que persiste intrinsecamente ligada à realidade contemporânea, seja pela exploração excessiva dos recursos naturais, seja pelos impactos ambientais gerados. Nesse contexto, analisam-se as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade. 
                   Primordialmente, é sabido que a exploração intensiva de recursos naturais não afeta somente a flora, mas também a fauna, incluindo a humanidade. De acordo com pesquisas feitas pela ONU (Organização das Nações Unidas), aproximadamente 23% de todas as mortes prematuras no mundo são causadas por problemas de degradação ambiental, com um número estimado em 12 milhões de mortes no ano de 2012. O homem é o lobo do próprio homem, a frase do cientista econômico Thomas Hobbes direcionada aos mecanismos que fazem o capitalismo existir em nossos dias permite também uma reflexão sobre o dado citado acima, por retratar o ser humano como responsável por mortes dentro de sua própria espécie. 
                    Ademais, os impactos ambientais causados pela alta taxa de consumo e descartes indevidos do lixo são devastadores. Aumento do nível do mar, poluição atmosférica, alterações climáticas, poluição de rios e oceanos, são alguns desses vários problemas. Há também, um conjunto de complicações envolvendo as micropartículas de plásticos, invisíveis a olho nu, mas que são ingeridas diariamente através da água, grave consequência do descarte indevido de plásticos em lagos e oceanos, afetando a vida marinha e podendo também causar câncer. Sacolas plásticas, copos plásticos, entre outros também são um contratempo. No começo deste ano (2019), uma ONG (Organização Não Governamental), encontrou uma baleia morta e em seu estômago foram encontrados cerca de 40 quilos de sacolas plásticas. 
              Infere-se, portanto, que a produção em excesso de lixo possui íntimas relações com o descarte impróprio de detritos. Desse modo, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) juntamente com a imprensa, devem, por meio de propagandas em canais de grande circulação, além de alertar sobre as complicações do descarte impróprio de entulhos, ensinar como a população deve agir e, sobre a separação, o descarte adequado e reciclagem do lixo, com a finalidade de incentivar a fazer o que é certo e mostrar também que o cuidado com o planeta é responsabilidade de todos.