Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

Envie sua redação para correção
    No limiar do século XXI, a produção e o descarte do lixo são problemas as quais o Brasil foi convidado a administrar, combater e solucionar. Por um lado, o crescimento exorbitante de indústrias e construções civis tornaram-se fatores coerentes para um saldo positivo no capitalismo econômico e social. Contudo, por outro lado, o descarte de resíduos químicos e biológicos de tais setores – empresas, casas e outros – são vetores que proporcionam o acúmulo de lixo urbano na sociedade, resultando em sérias problemáticas. 
       O setor industrial é um meio o qual proporciona oportunidades de emprego e favorece o crescimento econômico do país, demonstrando-se plausível para a sociedade. Entretanto o descarte de materiais e objetos em locais inapropriados são princípios que corroboram para o surgimento de problemas ambientais. Mediante a isso, é possível observar o crescente número de aterros e lixões inadequados para o descarte do lixo, uma vez que são responsáveis pela contaminação dos lençóis freáticos, lagos, rios e a intoxicação devido a produção do gás metano, o qual é um fator poluente fomentador do efeito estufa. 
       Segundo o Panorama dos Resíduos sólidos no Brasil anunciado pela ABRELPE, em 2014 foram 78,6 milhões de toneladas de lixo, das quais 68% não foram coletadas e sim abandonadas em locais impróprios. Isso demonstra um caráter conformista por parte dos cidadãos, visto que colocam a situação em segundo plano por considerar não preocupante e sem resultados. Além disso, a falta de investimentos governamentais também tornam-se um aspecto concernente para o acúmulo de lixo na sociedade e à carência do meio de transporte para o recolhimento dos resíduos e a necessidade de locais apropriados para o descarte correto.
       Dessa forma, diretrizes que formulem mudanças são necessárias para a solução desse impasse, a produção e o descarte do lixo no Brasil no século XXI. Para isso, é imprescindível o investimento econômico do governo a curto prazo, por meio da contratação de maior número de caminhões que coletem os resíduos urbanos, somado com o investimento financeiro para a construção de novos locais apropriados para o descarte. Ademais, cabe à escola persistir na comunicação sobre os perigos do acúmulo de lixo e como amenizar esse cenários, através de palestras em que o assunto seja abordado para filhos e responsáveis, aplicando também programas sustentáveis como, por exemplo, a coleta do lixo nas próprias instituições, estimulando futuros cidadãos a maneira correta de eliminar os resíduos e amenizar a poluição.