Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    É indiscutível que a falta de comprometimento dos cidadãos com a preservação ambiental ocasiona uma série de problemas que deverão ser enfrentados por eles próprios em um futuro não muito distante. O acúmulo de lixo é um exemplo bem evidente de tal fato; visto que o consumo desenfreado tão proposto pelas mídias hodiernas acaba por produzir uma quantidade absurda de lixo que, somada a irresponsabilidade das pessoas, vai sendo depositado em áreas indevidas.
          A globalização unida ao capitalismo trouxe para o mundo bombardeios diários de propagandas que incentivam o consumo, o qual tornou-se algo extremamente necessário na vida das pessoas e que, infelizmente, produz resíduos em proporções cada vez maiores. Entretanto, esse não é o pior dos problemas, uma vez que a deposição de lixo em locais inadequados gera consequências ainda mais desagradáveis.
          A inexistência de aterros sanitários que atendam a demanda de lixo produzido pela população e a deposição desse em lixões, terrenos baldios, rios e mares degrada o ambiente de tal maneira que pode ser irreversível. A contaminação do solo e dos cursos d'água provoca a morte da fauna e da flora da região, levando a um desequilíbrio ecológico que deixa de afetar uma localidade restrita e acaba por interferir na dinâmica da natureza como um todo, a ponto de arriscar a sobrevivência das populações de outros ecossistemas, incluindo aqueles de que o homem faz parte.
          Diante das reflexões propostas, é notória a urgência na adoção de medidas que revertam o quadro apresentado com destaque para aquelas que têm por objetivo a mudança de atitude das pessoas, causa principal do problema apresentado. Entre elas, campanhas de conscientização do cidadão, organizadas por instituições privadas ou por organizações não governamentais- ONGs- que promoveriam distribuição de panfletos educativos, incentivariam a implementação da política dos três erres: reduzir, reutilizar e reciclar no cotidiano das pessoas e criaria movimentos de limpeza das áreas já afetadas pelo lixo; a exemplo desse tipo de movimento tem-se a Remada Ambiental, organizada a cidade de Manaus, em que vários voluntários, distribuídos em canoas, pequenos barcos e pranchas de "stand up", recolhem o lixo acumulado nas nascentes dos rios. Outra iniciativa, tão necessária quanto, estaria ligada na construção de aterros sanitários, pelos governos estaduais, para deposição correta do lixo. A fim de que assim, todos possam cumprir seus deveres como cidadãos.