Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Com o advento do capitalismo, consolidou-se o consumismo. Desde a Revolução Industrial do século XVIII, esse sistema econômico se firmou na sociedade. Trouxe consigo inúmeros benefícios, como o menor tempo de produção e a maior variedade de produtos finais. Entretanto, uma de suas consequências é alarmante: a quantidade de lixo resultante desse processo. Ao passo que é perigoso para a saúde da população e para o equilíbrio do meio ambiente, torna-se um desafio que exige soluções.
     À luz da Ecologia, o meio ambiente é o primeiro afetado com o descarte inconsciente de dejetos. Sua paisagem natural e exuberante deu lugar a problemas ambientais. A fluidez dos rios é interrompida pela barreira criada pela enorme quantidade de lixos, prejudicando e muitas vezes extinguindo as espécies que ali habitam. Nesse ponto, esse problema também é alarmante para a população, já que devido a isso, a incidência de enchentes e alagamentos se elevada, aumentando as contaminações por doenças verminoses. Além disso, a decomposição a céu aberto desses materiais é preocupante, visto que, o produto de sua decomposição é o metano, gás altamente poluente e agravante do efeito estufa, prejudicando os dois organismos supracitados. 
     Dessa maneira, percebe-se a sociedade e Estado consumistas como responsáveis pelo desequilíbrio ecológico. Assim, o direito garantido de acesso a todos os cidadãos ao meio ambiente saudável pela Constituição Brasileira não se insere no atual contexto de industrialização. Exemplifica o descaso com o ecossistema atitudes como a falta de criação de postos de coleta seletiva pelo Governo, impedindo desse modo a separação dos lixos e sua posterior reutilização. Também por parte da população que por praticidade deposita lixos orgânicos, recicláveis e radioativos em um mesmo local. Tais atos podem ser considerados uma violência às espécies existentes, classificada como uma derrota pelo filósofo Jean-Paul Sartre. 
     Destarte, é imperativo medidas para solucionar o impasse. Ao poder público cabe, através de parcerias com os municípios, disponibilizar o serviço de coleta seletiva, com o dinheiro repassado pelos impostos arrecadados pela Receita Federal, visando atenuar o despejo de lixos em locais inapropriados, impedindo a proliferação de doenças. Ainda, é responsabilidade de cada cidade colocar recipientes de lixos recicláveis em pontos estratégicos para evitar o acúmulo desnecessário e impedir futuras enchentes causadas pelo mesmo. Com essas medidas impostas pelo Governo, cabe à mídia e às escolas, através de propagandas publicitárias e campanhas, incentivar a separação dos resíduos sólidos para facilitar e auxiliar o serviço de coleta. Desse modo, o equilibro é alcançado.