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    No Novo Testamento, do livro Bíblia Sagrada, Jesus Cristo retratava em suas parábolas a relação harmoniosa entre o ser humano e a natureza, mostrando sempre o respeito, o cultivo e o cuidado. Ele considerava insensato o grande acúmulo de bens (Lucas 12:16-21) e se posicionava contra o desperdício (João 6:12). Na contemporaneidade observamos a inversão desses valores, cujo inadequado destino dado ao lixo e o consumismo geram consequências para nossa sociedade. 
      Nos países desenvolvidos a coleta seletiva e a reciclagem são a grande solução para o destino correto do lixo. A título de exemplo temos o município de Hidaka no Japão, onde 98,8% do lixo são reaproveitados. Porém, essa prática não acontece no Brasil, onde os lixões ainda se fazem presentes; a coleta seletiva é pouco disseminada no país e apenas 3% de todo o lixo do país é destinado à reciclagem. 
      Na era pós-moderna o consumismo se associa a globalização gerando o problema do descarte de e-waste (lixo eletrônico). De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman a "síndrome consumista" colocou o valor da novidade acima do valor da permanência. Assim sendo, o descarte de lixos tecnológicos como celulares, pilhas, baterias, diretamente na natureza, em rios, lagos ou lençóis freáticos, sem a coleta seletiva específica para esses materiais, ocasiona a emissão de substâncias como o chumbo, mercúrio e o cádmio que são substâncias não biodegradáveis (se acumulam ao longo da cadeia alimentar) podendo chegar até a nossa alimentação. 
     Em virtude dos problemas apresentados, providências são necessárias para solucionar esse desafio.O Ministério das Cidades juntamente com o Ministério do Meio Ambiente deve disseminar um sistema de coleta seletiva bem estruturado, seguindo o modelo japonês, orientando e incentivando os consumidores brasileiros a separar corretamente o lixo.Ademais o Ministério das Comunicações deve realizar campanhas midiáticas que tenha como base a política dos 3 erres, reduzir,reutilizar e reciclar.