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    A sociedade industrial contemporânea é uma grande produtora de lixo. O consumismo exacerbado e a obsolescência rápida dos itens diversos é responsável por tal problemática atual. Nesse âmbito, faz-se necessário analisar as consequências disso para o meio ambiente, bem como para a sociedade como um todo.
       Segundo o filósofo Habermas, as ações humanas, em sua maioria, não se pautam de uma racionalidade instrumental, isto é, em cálculos de custos e benefícios de suas atitudes para com a natureza, sobretudo. Tal afirmação faz nítida alusão a situação quo o país vivencia. A falta de um sistema de coleta seletiva do lixo nas cidades e uma maior ação educativa da sociedade em relação a disposição dos resíduos, acabam agredindo os ecossistemas locais, regionais e em maiores escalas, uma vez que, conforme a Hipótese de Gaia ( deusa da mitologia grega), a natureza é um grande organismo vivo e interdependente. Assim, a disposição incorreta do lixo eletrônico, sacolas plásticas, entre outros, põem em risco a qualidade do solo, da água de rios, lagos e mares, além de ameaçar a sobrevivência de espécies da fauna e da flora.
       Outrossim, é fundamental pontuar, ainda, que o lixo orgânico é um dos mais produzidos pela sociedade de consumo e, portanto, é inaceitável que o Brasil não possua uma eficiente estrutura para a disposição desses resíduos. Por esse motivo, a maioria desses restos de alimento acabam tendo como destino os lixões a céu aberto, que atraem ratos, baratas e gambás, animais vetores de diversas doenças, como a leptospirose, por exemplo, que acometem, principalmente, a população das regiões mais periféricas, ou seja, as de maior vulnerabilidade econômica, já que são próximas a essas áreas que as prefeituras costumam descartar todo o lixo produzido. Diante disso, medidas prementes devem ser tomadas, no intuito de garantir melhor qualidade ambiental e de vida social.
      Diante dos argumentos supracitados, o Governo Federal, em parceria com o Ministério do Meio a Ambiente, devem criar um sistema de coleta de lixo mais apropriada e eficiente, disponibilizando mais veículos para o recolhimento de resíduos e, através da mídia, conscientizar a população a fazer a sua parte dentro de casa, separando o reciclável do orgânico,por exemplo. Em adição, outra solução plausível seria as prefeituras, em parceria com os governos estaduais, construírem biodigestores para o destino do lixo orgânico, pois além de produzirem eletricidade por meio da fermentação, as sobras desse processo podem ser utilizados como fertilizantes para as lavouras e floriculturas locais. Logo, tais atitudes poderiam minimizar a problemática em questão e promover o bem-estar social e a qualidade ambiental.