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    A partir do modelo industrial Toyotista, os produtos passaram a ter um ciclo de obsolescência programada, ou seja, uma duração curta visando o lucro dos lançamentos. Aliado a falta de conscientização, houve um acumulo considerável de lixos que poderiam ser reaproveitados. Com isso, a falta de um destino adequado para o lixo urbano ainda é um dos principais problemas ambientais do Brasil. 
    Segundo o Portal de Notícias da Globo, apenas 3% do lixo brasileiro é reciclado. Entretanto, os maiores agentes responsáveis por isso, os catadores, são desvalorizados e vistos com desdém, inclusive pelo Estado, já que praticamente todos são de baixa (ou nenhuma) renda e ficam com esse trabalho informal por falta de opção; caso houvesse uma integração da sociedade e do Estado, com certeza o número de resíduos sólidos reciclados seria maior. Há, sobretudo, um pensamento errôneo nos indivíduos, de que, após o uso de um produto, este já não os pertence mais. 
    Todavia, o destino atual desses resíduos em mais da metade dos municípios, são os lixões a céu aberto. Porém, essa prática pode afetar diretamente a saúde pública, ajudando na proliferação de ratos e insetos, com potencial de disseminar doenças como: dengue, zika, febre amarela, leptospirose e dentre outras. Além disso, dependendo do lugar onde esses lixões se localizam, pode haver a contaminação de lençóis freáticos —que abastecem nascentes—, rios e lagos, através do chorume, um poluente líquido. 
    Por isso é necessário que as industriais incentivem a reutilização e devolução de produtos usados para serem reaproveitados, como na campanha da Cola-Cola, em que os clientes pagavam menos por reaproveitar as garrafas de vidro; além disso, empresas que lidam com papeis e latas de alumínio poderiam contratar catadores para que coletem tais materiais, como um serviço formal, incentivado pelo Governo. As escolas precisam trabalhar a educação ambiental, promovendo palestras junto com as famílias dos alunos, para que possam trabalhar juntos a política dos 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Cabe à Prefeitura Municipal substituir os lixões por aterros sanitários, pela arrecadação de impostos; é essencial antes, informar a população sobre a importância da realização desse processo, por rádios e cartilhas.