Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Durante o final da Idade Média, o acúmulo de lixo nos feudos fez com que houvesse uma epidemia de Peste Negra. Na contemporaneidade, a questão dos resíduos, até então, é um problema para a sociedade brasileira, pois ainda há uma cultura de descartar o lixo em locais indevidos. É importante ressaltar, também, que na maioria das cidades falta tratamento adequado aos detritos, o que agrava a problemática do lixo.
     Em uma primeira análise, pode-se afirmar que uma das principais causas do lixo ser um grave problema no país se dá devido à uma cultura dos brasileiros de descartar os resíduos em quaisquer local sem preocupação ambiental, de maneira análoga ao que é retratado no livro "O Cortiço". Nesse contexto, é corriqueiro o acúmulo de lixos, principalmente embalagens e resíduos residenciais em vias públicas, o descarte inadequado de lixo químico como pilhas e baterias, essas atitudes podem provocar poluição dos solos e das águas. Tal fato revela a carência em educação ambiental no Brasil, comprovando, assim, as palavras de Aristóteles de o caráter é produto do princípio.
      Um outro aspecto a ser abordado é a questão de muitas cidades brasileiras não possuírem tratamento adequado para o lixo, como a coleta seletiva e a construção de aterros sanitários. Desse modo, ocorre a manutenção de lixões a céu aberto, que segundo o Tribunal de Contas do Estado são 1 em cada 4 cidades, os quais além de causarem mau cheiro provocam a contaminação do lençol freático e atrai insetos e roedores. Esse aspecto fomenta o aparecimento de doenças o que contraria a Constituição Federal de 1988 de que é dever do Estado proporcionar meios que garantam a saúde.
      Por tudo isso, deve-se pensar em ações que minimizem a problemática do lixo na sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal em conjunto com os governos municipais ampliarem as construções de aterros sanitários e fechamento de lixões a céu aberto, isso pode ser feito por intermédio de maiores investimentos no setor ambiental do governo. Cabe, ainda, às instituições educacionais em conjunto com ONGs promoverem palestras e debates ministrados por engenheiros ambientais e sanitários para ressaltarem a importância do descarte correto do lixo e ensinar como praticar a coleta seletiva. Além disso, deve ampliar a discussão acerca do tema em disciplinas como Biologia, Geografia e Ciências para assim formar a consciência cidadã e o senso crítico dos jovens.