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    No decorrer da história, a revolução industrial e as revoluções tecnológicas que a sucederam, geraram um aumento no consumo, o surgimento de novos materiais, — como o plástico — e consequentemente, um aumento na produção de lixo. Nessa perspectiva, tentar equilibrar o padrão de consumo com a geração de resíduos sólidos, é uma das grandes questões enfrentadas pela humanidade no século XXI. 
          Em primeira análise, o Brasil é o 4º maior produtor de lixo do planeta. São 387 kg por habitante anualmente, onde, de acordo com a Abrelpe, apenas 58% são destinados corretamente. Se comparado a um país desenvolvido, — como o Japão, que produz 354 kg/habitante e destina corretamente 96% do seu lixo (ONU) — esses dados revelam que o país produz lixo como os desenvolvidos, mas o descarta como os países subdesenvolvidos.
          Em segunda análise, com o objetivo de reverter essa realidade, foi criada a Política nacional de resíduos sólidos (PNRS), que definiu responsabilidades e instituiu metas para a redução do descarte inadequado do lixo. Uma das metas impostas, era a que até agosto de 2014 todos os lixões a céu aberto do Brasil deveriam ser desativados. Contudo, apesar de ser uma lei, em 2017 essa meta ainda não foi cumprida pela grande maioria das cidades. 
          Nesse sentido, a existência de lixões por todo o país traz severas mazelas ambientais, sociais e sanitárias. No aspecto ambiental, os lixões produzem substâncias tóxicas que contaminam o solo, a água de lençóis freáticos, além de gases como o metano que contribui para o agravamento do efeito estufa. Nos aspectos sociais e sanitários, essas substâncias expõem catadores ao risco de contaminação pelo chorume e torna o ambiente atrativo para vetores de doenças como ratos, baratas e mosquitos. 
          Diante do atual ritmo de produção de lixo, urge-se tornar o mundo um lugar mais sustentável. Dessa forma, a sociedade como um todo precisa consumir de forma mais consciente. No Brasil, é preciso responsabilizar criminalmente prefeitos pelo não cumprimento do PNRS, a fim de pressioná-los a extinguir os lixões e a construir aterros sanitários. Nesse aterros, uma boa maneira de aproveitar o lixo é através da criação de usinas de compostagem, coleta seletiva, reciclagem e reutilização do lixo. Ademais, o governo, através de parcerias com o setor privado, poderia fomentar pesquisas no ambiente acadêmico para criar novas tecnologias no manejamento desses resíduos.