Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Lixo é todo material que já tenha sido utilizado e, portanto, torna-se sem valor ou sem utilidade. Desse modo, o advento capitalista aliado à globalização intensificou a produção de produtos menos duráveis e atenuou o consumo irresponsável. Entretanto, no Brasil, apesar da existência de leis que garantam o destino adequado e a redução do lixo, como a Lei Municipal 8408\99 de resíduos sólidos, percebe-se a persistência da ausência de uma logística reversa pela sociedade.
         Diante disso, de acordo com Isaac Newton, toda ação resulta em uma reação de igual intensidade, e, no sentido do assunto abordado, a ação antrópica inadequada desencadeia reações prejudiciais ao meio ambiente, devido à poluição dos reservatórios de água, do ar e dos solos, como, também, para a saúde pública, devido ao aumento da proliferação de vetores de doenças. Ao se examinar alguns fatos, verifica-se que no território brasileiro há políticas públicas que visam a conscientização e a punição daqueles que dão o destino inadequado do lixo. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, há o programa Lixo Zero prevendo a aplicação de multas para aqueles que jogam resíduos nas ruas e calçadas. Em contrapartida, esses programas não abrangem o território nacional e, sim, localidades regionais. 
         Nessa perspectiva, segundo dados do G1, 41% do lixo tem destino inadequado mesmo com as políticas de resíduos. Este fato é decorrente da falta de conscientização da população sobre o dever de deixar a cidade limpa ser de toda a comunidade e, não, apenas do poder público. Além disso, deve-se ressaltar a presença de famílias excluídas socialmente, que sobrevivem da comercialização dos materiais recicláveis presentes nos lixões. Dessa forma, faz –se uma comparação das políticas sustentáveis de países como o Japão, onde há a separação do lixo reciclável por toda a sociedade e no local de depósitos abertos ou lixões, há incineradores que realizam o processo de combustão dos dejetos e, a partir disso, produzem a energia elétrica, reaproveitando de todo o lixo descartável.
          Neste sentido, a fim de atenuar o problema, o Ministério da Educação contribui ao acrescentar na grade curricular dos alunos do ensino fundamental e médio uma nova disciplina que aborde a questão da sustentabilidade e da coleta seletiva. Haja vista a necessidade de promoção da conscientização da sociedade sobre a importância de separação e destino final adequado do lixo, por meio de campanhas realizadas pelas Organizações Não governamentais (ONG’s), juntamente com a mídia. Faz-se necessário, também, a fiscalização do cumprimento da lei que assegura o manejo adequado do lixo pelas policias rodoviária e federal. Por fim, o homem deve realizar a separação correta e a reciclagem dos materiais reutilizáveis.