Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    TEMA: O DESCARTE INCORRETO DO LIXO
    Para onde vai o lixo?
          O físico alemão Albert Einstein disse certa vez: ''A menos que modifiquemos a nossa maneira de pensar, não seremos capazes de resolver os problemas causados pela forma como nos acostumamos a ver o mundo''. Quem sabe nos dias de hoje ele compreendesse melhor seu pensamento, visto que muitas pessoas tratam o descarte do lixo como um caso isolado da sociedade brasileira. Entretanto, ao fazer uma análise mais consistente, percebe-se que fatores comportamentais e políticos convergem para essa problemática no Brasil.
           É evidente que a questão comportamental e suas ações estejam entre os motivos desse problema. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, os homens são animais selvagens e o que difere dos demais é a capacidade de aprender hábitos e costumes para viver em uma determinada sociedade. Seguindo esse raciocínio, observa-se que a conduta das pessoas se encaixa nessa teoria, uma vez que, se os cidadãos viverem em uma sociedade engajada na separação do lixo, todos adotarão essa prática por conta da vivência em comunidade. Assim, o fechamento dos lixões e o êxito do plano de gestão de resíduos depende de uma mudança geral de comportamento.
          Em uma segunda análise, verifica-se que grande parte dos municípios brasileiros não implementou o seu Plano de Gestão de Resíduos Sólidos. Isso porque a maioria das prefeituras não tem dinheiro para a construção e manutenção de aterros sanitários. De acordo com o levantamento da Confederação Nacional dos Municípios, apenas 9,0% das cidades haviam elaborado o plano até 2012. Por conseguinte, mais da metade desses locais destinados a decomposição de resíduos construídos nas últimas décadas, voltaram a ser lixões por falta de conservação. Desse modo, é fundamental agrupar os municípios para que se faça consorciamento afim de garantir a sustentabilidade do negócio.
          Fica claro, portanto, que as mudanças de comportamento no descarte incorreto do lixo precisam ser permanentes. Desse modo, competem as escolas organizarem didaticamente as aprendizagens e os conteúdos programáticos em contexto escolar sobre o tema, de forma a sensibilizar todos os alunos desde cedo com o intuito de buscar mudanças conceituais e atitudinais para resolver os problema não só do lixo, mas de todo meio ambiente. Ademais, é fundamental o apoio do Governo Federal no fortalecimento dos laços entre os municípios e as sociedades civis, a fim de auxiliar o entendimento entre essas áreas e os serviços públicos para a resolução desse problema social. Só assim Einstein vangloriar-se-ia de mais essa descoberta.