Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Com o advento da Revolução Industrial, no século XVIII, a relação do homem com o meio ambiente passou de amigável para predatória. Isso porque, o modo de produção atual é pautado na exploração dos recursos naturais, no consumo e na descartabilidade. Assim, essa cultura consumista, revela-se como causa principal da produção e acúmulo de lixo, que é um desafio urbano devido ao descarte inadequado, poluição e falta de tratamento. Diante disso, adotar ações afirmativas que visam dar mais atenção ao lixo e mudar os hábitos da sociedade, mostram-se o melhor caminho para diminuir esse problema.
       Em "Modernidade Líquida", o sociólogo polonês Zygmunt Bauman discorre sobre a superficialidade dos relacionamentos humanos. Para ele, os laços estão cada vez mais frouxos e líquidos. Por certo, sua teoria se relaciona com a questão do lixo no Brasil, visto que o atual panorama do país é embasado no consumismo, na obsolescência e no individualismo. Dessa forma, várias pessoas não consomem de forma consciente, utilizam grande volume de materiais descartáveis, geram muito lixo eletrônico e não fazem o descarte de forma correta. Ademais, poucas pessoas se preocupam em reutilizar, reciclar e reaproveitar, preferem jogar fora e comprar produtos novos — principalmente em uma sociedade que visa privilegiar os interesses de mercado.
       Além disso, o lixo quando não é tratado e armazenado corretamente pode comprometer os ecossistemas, a saúde pública e as cidades. Desse modo, vários municípios brasileiros não possuem sistema de coleta seletiva e tratamento de esgoto, além de utilizar lixões a céu aberto, contribuindo para a poluição do are as águas — com a liberação de gás metano e caldo chorume. Por outro lado, p acúmulo de lixo faz com que o ambiente fique propício ao surgimento de doenças e contribui com as enchentes.
       Fica claro, portanto, que a geração de lixo, atribuída ao modelo de consumo, gera vários problemas e precisa ser solucionada. Logo, faz-se necessário que o Ministério Público exija o fim dos lixões e a criação de aterroa sanitários, impondo multas às prefeituras que não cumprir o acordo. Além disso, deve investir em mais saneamento básico e coleta seletiva, o que irá diminuir casos de doenças, enchentes e poluição. Por fim, juntamente com a mídia e as escolas, por meio de propagandas e palestras, deve incentivar hábitos mais conscientes, visando a reciclagem, o reaproveitamento e a reutilização dos produtos.