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    Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, pois ela é formada por partes integradas. Decerto, para que esse organismo seja harmônico, é essencial que as suas partes estejam em pleno funcionamento. Contudo, a má gestão do lixo no Brasil rompe esse equilíbrio. Dessa forma, deve-se analisar como a ótica capitalista e a ineficiência do Poder Público colaboram com tal problemática. 
          É importante destacar, de início, que a visão capitalista é uma forte impulsionadora do problema na questão do lixo. Isso ocorre porque a população, na maioria das vezes, centrada somente no consumismo, acaba produzindo uma grande quantidade de lixo e esquece dos “3 R”- reciclar, reutilizar e reduzir. Não é à toa que, no Brasil, somente 3% do lixo é reciclado segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Em razão disso, muito desse resíduo gerado – sem necessidade – vão para lixões à céu aberto, o que contamina o solo afetando os lençóis freáticos e causa doenças na população próximas a esses depósitos,  como diarreia e leptospirose.
           Além disso, a ineficiência do Governo potencializa tal impasse. Apesar da criação da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a qual proíbe os lixões, o Estado ainda falha na fiscalização do destino final dos resíduos.  Um exemplo disso são as várias indústrias que jogam seus efluentes industriais em rios e não são penalizadas pelo Poder Público. Consequentemente, a poluição nesses ecossistemas mata vários seres vivos, acarretando um desequilíbrio ambiental e, alguns casos, afetando a economia do local, como, por exemplo, o turismo, o qual fica prejudicado pela contaminação do lugar. 
          Destarte, fica evidente a necessidade de melhorar a gestão do lixo no Brasil. Para isso, cabe às escolas, baseadas em aulas de Química e Biologia, realizar produções culturais a fim de mostrar as consequências de um consumismo exacerbado e a importância de colocar em prática os "3 R". Ademais, as prefeituras, em parceria com ONGs, deve fiscalizar veemente as industriais, observando se elas estão seguindo a legislação ambiental. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente, em parceira com a Receita Federal, pode oferecer deduções de impostos as empresas que executarem projetos de reciclagem de seus lixos. Assim, o corpo biológico brasileiro dará um grande passo para a consolidação de sua paz social.