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    Segundo o pensador polonês Zygmunt Bauman, a modernidade vivenciou um estado de permanente guerra à tradição, legitimada pelo anseio de coletivizar o destino humano em um plano novo e mais representativo. A partir dessa lógica, compreende-se que, ao discutir sobre a problemática do lixo na contemporaneidade, percebe-se que a excessiva representatividade moderna é a principal causa desse entreve social. Nesse sentido, cabe analisar por que a sociedade produz tanto lixo e explicar de que modo a sociedade pode envolver-se na resolução desse problema.
        Evidencia-se, em primeira abordagem, que após os anos de 1920, aconteceu uma mudança no corpo social, a modernidade mudou de sociedade produtora para consumidora e, como analisa Bauman, pós anos 20, o ter passou à sobressaí ao ser. Isso significa que o novo modelo hipercapitalista de consumo não reutiliza, pois a ideologia está no constante ato de consumir e, por isso, produz-se enormes quantidades de lixo todos os anos. Vale pontuar que, tal filosofia, ambientalmente agressora, sentencia a sociedade ao colapso ecológico, já que as matérias primas são finitas e o mau descarte do lixo e a sua não reutilização é a regra. É preciso, então, perceber que o modelo representativo está fadado ao fracasso, gerando a necessidade de se criar uma nova ideologia de reciclar e reduzir os bens que se consome.
        Outro ponto importante, relaciona-se ao fato do lixo está envolvido nas noções de cidadania. Nessa perspectiva, observar-se que a resolução dessa problemática deve envolver toda a sociedade somada às instituições públicas e privadas, com ações locais que priorizem o perfeito destino de seu lixo pessoal. Aliás, não se pode negar que toda a sociedade produz lixo. Logo, torna-se pontual que todo o corpo social adira na reutilização de seus bens, buscando formas de evitar o consumo .
       Diante dessa realidade, verifica-se a necessidade de resolver a questão do lixo brasileiro. Dessa forma, é imprescindível que as Secretarias de Educação implementem o estudo sobre a responsabilidade ambiental do consumo, por meio da reformulação das grades curriculares do ensino fundamental, inserindo matérias que relacionam o padrão comportamental de consumir sem responsabilidade e o meio ambiente, a fim de que diminua o consumo desnecessário por meio da conscientização ideológica, cidadã e, com isso, reduza a produção do lixo. Ademais, cabe às prefeituras promoverem a coleta seletiva e a reciclagem do lixo, a partir de isenções fiscais às empresas que se comprometerem à realização da coleta seletiva e a reciclagem do lixo, com o propósito de dar aos dejetos o descarte adequado, que é a reciclagem. Com essas ações, além da possibilidade de gerar riqueza às empresas envolvidas, espera-se  que o lixo deixe de ser um problema.