Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Segundo Lavoisier “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Nesse contexto, a Revolução Industrial estimulou uma produção em larga escala, dessa forma, uma grande quantidade de produtos são produzidos em curto período. Entretanto, essa transformação promoveu o sistema capitalista que visa apenas o lucro. Assim, o consumo desenfreado reflete na produção diária do lixo, e em conformidade com o pensamento imaturo do ser humano em achar que os recursos são infinitos e que seus não geram consequências.
         Primeiramente, devido à modernidade liquida as pessoas estão ocupadas demais com o trabalho cotidiano, que se esquece de fazer tarefas importantes, como, a separação do lixo. De acordo com a Abrelpe, o Brasil produz cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos anualmente, sendo que apenas 3% são reciclados e mais de 10% não são coletados. Contudo, a falta de sustentabilidade é fortemente ligada ao consumismo e a falta de consciência ambiental, já que os valores sociais se modificaram, e a sociedade do capitalismo exacerbado é estimulada apenas pelo lucro e consumo, ocasionando assim, um grande volume de resíduos o que resulta em um grande problema social, ficando cada dia mais longe de um desenvolvimento sustentável. 
         Vale ressaltar que, a falta de responsabilidade social está diretamente associada à problemática de resíduos urbanos no Brasil. Todavia, a ausência dos governantes agrava mais a situação, visto que, não há investimentos em políticas públicas para a redução da quantidade de lixo e reciclagem. Além disso, conforme Isaac Newton “toda ação gera uma reação”. Nesse cenário, a ação antrópica gera problemas ao ser humano e ao ecossistema e, por conseqüência a escassez da gestão do lixo ocasiona enchentes, causadas pelos entupimentos dos bueiros por sacolas plásticas e produtos industriais,bem como o descarte de materiais pesados,por exemplo, leva os peixes à morte. 
        Portanto, o Poder Público deve investir em políticas públicas como reciclagem, colocando caminhões de coleta seletiva para recolher esses materiais e lixeiras de separação pelas ruas das cidades, e aliado às ONGs e à mídia promover campanhas de conscientização sobre a separação do lixo, como forma de incentivo ao controle do direcionamento dos resíduos. Ademais, o MEC deve modificar a grade curricular das escolas, criando uma nova disciplina que discuta questões relacionadas à sustentabilidade e responsabilidade social, necessárias para o desenvolvimento.