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    A Primeira Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra em meados do século XVIII, mudou permanente e completamente o modo de produção industrial manufatureiro e intensificou o capitalismo com a inclusão de máquinas em fábricas e, com isso, o consumismo se tornou a principal representação da sociedade. A compulsividade em acompanhar novas tecnologias ou comprar além do necessário têm impactado o planeta negativamente causando problemas ambientais graves com o acúmulo de lixo resultante desse processo. 
    Decorrente disso, o Brasil produz cerca de 240.000.000 toneladas de lixo diariamente e a maior metrópole do mundo, São Paulo, produz em média 800 g a 1 kg de lixo por pessoa. Além de números exorbitantes, a problemática é acentuada por grande parte desses dejetos não possuírem tratamento adequado. De acordo com o IBGE, 99% das cidades brasileiras possuem serviços de manejos, no entanto, a metade dispõe seus lixos em vazadores prejudicando substancialmente o solo. 
     Além dos impactos ambientais, existe uma questão socioeconômica pouco explorada em relação ao lixo. Uma significativa parte da população que vive à margem da sociedade dispõe sua fonte de subsistência através dos "lixões" e, em grande parte, alimentam-se de resíduos encontrados nesses locais. Não somente, o descarte inadequado do lixo gera também impactos econômicos, pois, alguns objetos poderiam ter sido inseridos em outras cadeias produtivas antes de serem jogados e, dessa forma, reduziriam custos de produção e obtenção da matéria prima. 
     Como o lixo é uma problemática de várias vertentes, o Governo Federal em parceria com Ministério da Cultura, a principio, poderiam promover uma disseminação pelos veículos midiáticos (TV, rádio, jornais, outdoor etc) de propagandas que reforçem a importância da separação do lixo para a reciclagem - possibilitando, dessa forma, a redução dos custos de produção - e do combate à poluição do meio ambiente. Os governos estaduais deveriam ser mais empenhados em soluções dinâmicas para a questão ambiental servindo-se de pesquisas universitárias e subsídios federais para a manutenção de políticas de limpezas das cidades, reciclagem, monitoramento do descarte de resíduos industriais e, ainda, organização na coleta de resíduos tecnológicos como baterias, pilhas, celulares inutilizados.