Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    A frase "O Brasil produz lixo como primeiro mundo, mas descarta como nações pobres", reflete a atual situação do País frente a questão, pois a PNRS que declarava o fim dos "lixões" até 2014, não cumpriu a meta. Em uma análise aprofundada sobre a situação, observa-se que se deve evitar a produção de dejetos e buscar o tratamento adequado para eles, interrompendo assim o ciclo do lixo.
      Segundo o Globo, nos últimos 30 anos, a produção de lixo cresceu 3 vezes mais rápido que o número de habitantes, devido ao aumento do consumo de bens não duráveis que foi proporcionado pelo desenvolvimento econômico do país. Entretanto, segundo o G1, pela primeira vez, nos últimos 13 anos, em 2016, o crescimento da quantidade de lixo diminuiu 2,04%, esse dado é resultado da crise econômica que o Brasil está passando, visto que com menos capital o consumo diminuirá. Para Immanuel Kant, "o ser humano é aquilo que a educação faz dele". Desse modo, é óbvio que a crise não deve perpetuar para que continue diminuindo o lixo, e sim a população deve aprender a descartar o lixo da maneira correta, para que, quando voltar a estabilidade econômica não volte a crescer a produção de lixo sendo indevidamente descartado, pois segundo o Estadão, 30 mi de toneladas são descartadas irregularmente por ano. 
      Ademais, segundo o próprio Governo, 65% dos municípios não têm receita para tratar o lixo dando origem aos "lixões", que influenciam no efeito estufa através da produção de Metano (CH4) e os lixos acumulados criam o chorume que é um líquido que desce pela terra e pode atingir o lençol freático, contaminando a água. Outrossim, o governo gasta com cada tonelada de detritos de 90 a 100 reais o que torna o tratamento caro, contudo, com a alta quantidade de resíduos despejados irregularmente, segundo o Jornal do Brasil, 96 milhões de pessoas têm a saúde afetada resultando em gastos muito maiores na saúde do que no tratamento do lixo. Além disso, segundo o Globo, apenas 18% do lixo produzido no Brasil passa pela coleta seletiva, que é a maneira ecológica mais adequada no descarte de resíduos, uma vez que evita a poluição dos solos e da água.
      Em suma, medidas são necessárias para interromper o ciclo do lixo. A mídia, por meio de peças publicitárias, deve conscientizar a população a reduzir os hábitos de consumo, reutilizar produtos e reciclar materiais. Além do mais, o Ministério do Meio Ambiente deve aumentar os investimentos ao tratamento do lixo, para que todos municípios possuam a receita e eliminem os "lixões". Também, o Governo deve dar incentivo fiscal a empresas privadas para tratarem de coletas seletivas, diminuindo o número de catadores que tem a saúde afetada. E, as prefeituras devem criar um aplicativo que indique os locais de coleta seletiva, para as pessoas não descartarem indevidamente o lixo.