Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Quanto mais desenvolvida uma nação, mais lixo ela produz. O Brasil, um país emergente claramente influenciado pelo capitalismo, não deixa de fazer jus a essa afirmação. No entanto, toda essa produção torna-se, ascendentemente, um grave problema, pois, por ausência de educação dos cidadãos e planejamento do Estado, o produto do consumo dos brasileiros é mal administrado, pouco reciclado e, quando não nas ruas, é abandonado em lixões, podendo contaminar solos ou lençóis freáticos.
      Em uma cadeia alimentar que envolva o homem, em condições normais, esse estará no topo, ou seja, como um ser que apenas consome, nada produz, a não ser lixo e, além disso, o joga "fora" como se não estivesse jogando dentro da própria casa, o planeta Terra. Com isso, em solo brasileiro, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, mais de 70 milhões de toneladas de resíduos são produzidas todo ano. O grande imbróglio está no fato de que 35% desse total poderia ser reciclado, mas isso só acontece com 3%, segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
       Entretanto, essa questão está longe de ser resolvida. Isso porque muitos brasileiros não têm educação ambiental para dar um destino correto ao que produzem ou para reciclar os seus detritos que, por vezes, são jogados nas ruas, causando enchentes e proliferação de doenças. Ademais, ao contrário do que acontece em Bogotá, em que associações de catadores recebem abonos da União, no Brasil, esses são negligenciados pelo Governo, apesar de fazerem um trabalho de enorme importância para o país e para natureza, retirando, das ruas e de lixões, produtos que podem ser reciclados e que, além do mais, lhe trarão renda, mesmo que pouca.
        Desse modo, para superar esses impasse, o Ministério da Educação deve trabalhar a educação ambiental dos brasileiros ao distribuir anúncios e "outdoors" educativos pelas cidades. O Ministério das Cidades e do Meio Ambiente devem, por sua vez, incentivar a reciclagem, implantando postos de coleta de lixo nos bairros, pois muitas pessoas não reciclam o lixo por não saber onde o dispor. Por fim, o Governo Federal deve criar a Associação Nacional dos Catadores e cadastrar esses catadores como profissionais oficiais de limpeza, lhes oferecendo tanto recursos melhores para seu ofício, como carros de carga e roupas que os protejam de contaminações, quanto melhores condições de trabalho, a partir da construção de aterros sanitários que, ao contrário dos lixões, não contaminam lençóis freáticos e são mais organizados.