Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Segundo Sartre, filósofo francês, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Assim, com o avanço do domínio do ser humano sob o planeta Terra, recai sobre o homem o compromisso de tornar o mundo mais sustentável. Nesse contexto, a preocupação com a gestão individual de resíduos na sociedade brasileira, necessária para a melhoria da saúde pública, é uma necesidade e um dever da população. 
           Vale ressaltar que, com a Revolução Industrial, aliada, posteriormente, à globalização, a sociedade pós-moderna adquiriu características peculiares, como o consumo em excesso e produção em escala, que, consequentemente, aumentaram a quantidade de lixo produzido e matéria-prima utilizada. Ainda, a capacidade de descarte de resíduos não acompanhou esse crescimento, criando um cenário perverso: segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil, apesar da lei que determinou o fim dos lixões, ainda despeja 30 milhões de toneladas de lixo por ano, de forma inadequada, expondo os cidadãos ao risco de doenças, poluindo o solo e as águas superficiais e subterrâneas .
           Ademais, como ilustrou o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação de mesma intensidade. Nesse contexto, a responsabilidade pela melhor gestão de resídos sólidos é de todos. A reciclagem, que permite a diminuição da quantidade de lixo produzido e o reaproveitamento de diversos materiais, é uma alternativa de importância ecológica, reduzindo a produção de lixo e matéria-prima, e financeira: de acordo com a ONU, o mercado de reciclagem movimenta bilhões de dólares todo ano. No entanto, a reciclagem no Brasil ainda está engatinhando — apenas 3% do lixo é reciclado e, segundo o Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, as perdas financeiras devido a este baixo reaproveitamento do lixo é de 8 bilhões por ano.
           A fim de atenuar o problema, o Ministério da Educação deve alterar a grade curricular dos alunos do ensino fundamental e médio, criando uma nova disciplina que aborde as questões relacionadas à sustentabilidade e à coleta seletiva a fim de conscientizar a nova geração a respeito das responsabilidades individuais sob a gestão de resíduos. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente deve promover campanhas de abrangência nacional junto às emissoras de televisão com o objetivo de explicitar a importância da separação do lixo para a reciclagem e do combate à poluição do meio ambiente pois essa é uma batalha que deve ser travada por todos.