Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra "Em busca da política", nenhum país que esquece a arte de questionar pode esperar por respostas para as adversidades que o afligem. Nessa perspectiva, tornam-se passíveis de discussão os problemas enfrentados, hoje, pela sociedade brasileira no que tange à melhoria da gestão do lixo. Logo, poder público e coletividades devem unir forças objetivando combater esse problema social.
                      A princípio, vale ressaltar que o Brasil vem lutando contra o desmatamento, o qual baseia-se na ideia de degradação dos biomas nacionais. A partir disso, com o avanço das tecnologias tornou-se necessário uma constante utilização dos recursos naturais e uma massiva influência para o consumismo, porém, é evidente que a nação brasileira não possui estrutura eficiente para que haja o descarte correto do lixo minimizando os impactos na fauna e na flora, visto que gera transtornos ambientalistas como contaminação dos solos e da água doce, enchentes e doenças altamente transmissíveis por insetos e animais - dengue, leptospirose -. Prova disso, em termos de destinação do lixo apenas metade do que é comercializado no país possui destino correto, segundo o site Estadão.
                      Em paralelo à questão dos impactos ambientais, é indiscutível a importância dos cidadãos em compreender a necessidade de agir sustentavelmente, visto que é dever de não somente do estado, mas também de todos os habitantes que residem no Brasil proteger a biodiversidade. No entanto, apesar dos movimentos ambientalistas e das leis que contribuem pra a minimização dos grandes prejuízos ambientais os maus hábitos e as ações antrópicas sãos os maiores problemas enfrentados pelos governantes e pelo Ministério da Meio Ambiente, já que os lixos considerados inofensivos em analogia a quantidade populacional pode gerar grandes quantidades de mortes de animais, como os peixes de água doce por conta de asfixia ocorrido em Minas Gerais até Espírito Santo após o rompimento da Barragem de Mariana.
                      Urge, portanto, que medidas sejam tomadas com vista à melhorar a gestão do lixo no Brasil. Para tanto, o Governo em parceria com o Ministério do Meio Ambiente deve investir em programas que torne mais eficaz o descarte de lixos como ocorridos nos países desenvolvidos. Ademais, a mídia, principal difusora de informação, deve promover campanhas educativas, que atinja amplo território nacional, em prol de mudar a reprodução da compreensão da necessidade de agir sustentavelmente para que as próximas gerações tornem o nação brasileira sustentável e ecológica. Deste modo, observada uma ação conjunta entre instituições públicas e sociedade civil, o país dará passos mais firmes na direção de um futuro melhor.