Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    A Política Nacional de Resíduos sólidos -promulgada em 2010- prevê a redução na geração de resíduos sólidos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável. Entretanto, o culto ao consumismo desenfreado e o descarte incorreto do lixo impedem a eficiência da PNRS. Com efeito, não é razoável, que um país que busca ser considerado desenvolvido seja negligente com a questão do lixo e seus impactos socioambientais. 
              Em primeiro plano, é necessário relembrar o fator histórico ocorrido no Rio de Janeiro -Eco 92- com o objetivo de discutir os problemas ambientais existentes, - possíveis causas e soluções. Nesse evento, foi assinado um documento significativo - Agenda 21- a fim de perpetrar o desenvolvimento sustentável no Brasil. No entanto, ocorre que apesar da Conferência sucedida, a produção de lixo é crescente e o destino de descarte, a título de exemplo-lixões- é uma problemática a ser solucionada, sabendo que os efeitos são contraproducentes ao planeta.Contudo, é paradoxal que mesmo em um país em progresso, o poder público seja incipiente ao avanço ecológico. 
             De outra parte, há de se desconstruir o culto ao consumismo infrene , que se mostra nocivo à sociedade e meio ambiente. Nesse contexto, o aumento do consumo no contingente demográfico brasileiro, é resultado da influência midiática -pautada no individualismo, cuja consequência é a perda da qualidade de vida. Segundo o relatório do Fundo Nacional para a Natureza- WWF, a humanidade está consumindo 20% a mais do que a Terra pode repor. Todavia, enquanto o culto ao consumismo se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas:excessiva quantidade de lixo e impactos ambientais ascendentes. 
                  Urge, portanto, mediante os fatos supracitados que a eficiência na redução de lixo, seja, de fato, assegurada na prática, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente com subsídio estatal, deve construir aterros sanitários e implantar mais postos de coleta seletiva, principalmente, em áreas periféricas a fim de incentivar o descarte correto de dejetos e a reciclagem. Inclusive a sociedade civil por meio de debates nas mídias sociais deve reavaliar o incentivo publicitário ao consumo demasiado, a fim de criticar o consumismo imposto pelos veículos de comunicação. Essa iniciativa cidadã e do MMA é importante porque minimizaria os resultados prejudiciais e contribuiria para que a questão do lixo não seja negligenciada.