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    A Revolução Industrial promoveu mudanças profundas em diversos setores da sociedade. Até meados do século XVIII, grande parte do lixo produzido era composto por resíduos orgânicos, que se degradam rapidamente. Porém, o crescimento populacional, a consolidação do capitalismo e o consequente aumento do consumo contribuíram para a superprodução de lixo, um problema que afeta principalmente países em desenvolvimento. A ineficiência na logística do lixo, bem como a falta de hábitos saudáveis por parte da sociedade, potencializam ainda mais os efeitos nefastos ocasionados pelo acúmulo de resíduos sólidos. Logo, faz-se necessário o empenho do governo e da sociedade para que esse problema seja atenuado.
    Nesse contexto, a má gestão nas etapas de coleta, tratamento e destino final do lixo por parte do governo são fatores que podem desencadear sérios danos ao meio ambiente, como a poluição de rios e a contaminação dos lençóis freáticos, fragilizando a população, que fica susceptível à parasitoses. Além disso, a manutenção de lixões é outro fator que evidencia as situações degradantes, em que seres humanos disputam com animais os restos de comida, em locais totalmente insalubres.
    Ademais, a falta de educação e de hábitos saudáveis por parte da alguns setores da sociedade, que insistem em jogar lixo em locais inadequados, acaba gerando problemas ainda maiores. As enchentes nas grandes cidades são consequência do acúmulo de lixo em galerias que deveriam escoar as águas da chuva.
    Logo, é preciso que o governo invista mais em ações com o objetivo de dirimir o acúmulo de lixo gerado. A criação de aterros sanitários, o incentivo à criação de cooperativas de reciclagem e a punição para quem for pego descartando lixo em vias públicas são ações necessárias para o combate ao problema. Ademais, o governo pode promover a conscientização da sociedade por meio de políticas educacionais nas escolas e na internet, incentivando a população a prática de hábitos saudáveis.