Lixo e cidadania: “Pensar globalmente, agir localmente”.

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    “Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados.” Ao analisar a frase do literata inglês Aldous Huxley, sob a atual conjuntura do país, nota-se que os problemas relacionados à questão dos lixões no Brasil têm se agravado, cada vez mais, devido à negligência e à omissão não apenas por parte do Estado, mas também da sociedade. Diante disso, urgem medidas eficazes para que os impactos do lixo sejam, de fato, minimizados. 
           Sob um primeiro enfoque, a inadvertência do poder público implica, de forma negativa, o aumento dos problemas ambientais gerados pelo lixo urbano. Nesse viés, de acordo com o Greenpeace, para que haja mudanças a nível global, é necessário agir, primeiramente, a nível local. Desse modo, percebe-se que a falta de investimentos em formas sustentáveis para a coleta e o descarte do lixo tem provocado o crescimento dos lixões a céu aberto, que, por sua vez, acarretam inúmeros impactos ao meio ambiente, como a contaminação dos rios e dos lençóis freáticos com o chorume. Logo, enquanto o Estado não se mobilizar em prol do investimento em políticas ambientalistas, a poluição gerada pela má gestão do lixo urbano continuará a ser uma realidade no Brasil. 
           De outra parte, o consumismo exacerbado tem impactado no problema do lixo. Nesse contexto, teorizada por Adorno, a Indústria Cultural – que se remete à difusão de uma cultura de massa através dos meios de comunicação- cria padrões que influenciam o consumo desenfreado na sociedade. Destarte, essa prática tem provocado, em curto prazo, o descarte de toneladas de resíduos que, muitas vezes, não são ocorre de maneira correta, contribuindo para a superlotação dos lixões e agravamento dos impactos ambientais. Assim, enquanto o corpo social não desenvolver um senso critico voltado à redução das práticas consumistas, a problemática do lixo não será minimizada no país. 
           Torna-se evidente, portanto, a necessidade de caminhos que resolvam a questão do lixo no Brasil. Em razão disso, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o governo municipal, deve investir em formas sustentáveis de descarte, por meio dos aterros controlados, da reciclagem, da coleta seletiva e da compostagem, para que o manejo dos resíduos ocorra de forma a reduzir os impactos à natureza. Ademais, a sociedade, em parceria com ONG’s, deve ministrar palestras à comunidade com psicólogos e especialistas, a fim de mobilizar o senso crítico dos indivíduos para que esses optem pelo consumo consciente em detrimento do compulsivo, de forma a contribuir para a solução do dado exposto.