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    Liberdade ilusória
          Durante o período da historiografia brasileira denominado Estado novo,bem como no Regime militar,o país vivenciava uma censura institucional intensa e velada em todos seus meios de comunicação ,haja vista o objetivo de alienar a população frente à repressão vivenciada.Na contemporaneidade,o mesmo ocorre,todavia,não de forma legal,mas sim,por parte das grandes corporações tecnológicas que detém as ferramentos cibernéticas,acarretando não só no controle do pensamento individual como também em sua manipulação.
          Primordialmente,é vital compreender que,conforme a Constituição de 1988-norma de maior hierarquia do Brasil-é estabelecido o direito quanto à liberdade de pensamente e de expressão.No entanto,é notório que esse direito não é assegurado visto que o totalitarismo impera no meio virtual e impossibilita o pleno estabelecimento da autonomia pensante,seja por Estados ou por corporações.
         Outrossim,é crucial analisar a respeito dos impactos dessas transformações.A partir da década de 1990 a tecnologia virtual obteve um grande salto e poucas grandes empresas do setor foram se estabelecendo e garantindo a hegemonia e supremacia tecnológica.Com efeito,há atualmente uma ilusão de liberdade e de emancipação sobre entidades superiores que detinham poder de coação sobre os indivíduos.Assim,como elucidado pelo filósofo Foucault,o poder se estabelece nas mais variadas formas de organização social e exerce sobre seus participantes uma forma de vigilância perpétua e velada que,por conseguinte,controla e manipula-os,causando distorções comportamentais e psíquicas.
          Além disso,é de suma importância elucidar os reflexos do impasse.O totalitarismo na era tecnológica exerce diversos impactos nocivos à sociedade.Dentre eles,destaca-se a influência sobre a forma de agir e pensar dos indivíduos-assim como o estudo de Émile Durkheim já havia preconizado sobre as Instituições tradicionais-acarretando assim,a manipulação de grande parte das pessoas às vontades coniventes aos interesses impostos dos que detém o poder,tornado a população alienada.
          Diante do exposto,portanto,é sine qua non que as novas formas do totalitarismo na era tecnológica sejam veementemente erradicadas.Para isso,é fundamental que o Ministério público em conjunto com a polícia federal investiguem e,consequentemente,punam com rigor aqueles que se utilizem dessa ação nefasta.Ademais,é fundamental que ONGs associadas às escolas,promovam,por intermédio de palestras,debates e propagandas,a conscientização da população sobre como identificar o totalitarismo vigente no ambiente virtual de forma a divulgá-lo e boicotá-lo,reivindicando também a mudança postural frente ao impasse.Dessa maneira,consolidar-se-á efetivamente uma plena liberdade na era tecnológica.