Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    O modelo pan-óptico, proposto pelo filósofo francês Michel Foucault, concebe a existência de uma rede de vigilância constante dos indivíduos que se tornam cada vez mais manipulados e coagidos a seguirem as determinações do Estado. Nesse contexto, desde as pequenas instituições até os meios de vigilância mais avançados são ferramentas ideais para um modelo político mais centralizado. No que tange às novas formas de totalitarismo na era tecnológica, é possível uma utilização mais global da tecnologia por parte dos governos mais rígidos, desde satélites até as mídias sociais. Ademais, sob ponto de vista distópico, é possível que haja modelos de governos altamente repressivos no comportamento humano, atingindo todos os indivíduos de forma que não haja distinção entre público e privado.
           O totalitarismo é um modelo que surge em meio a um descontentamento da população e grandes crises. No século XXI, há resquícios desse tipo de governo, porém, existem democracias que utilizam as tecnologias de forma bastante  invasivas tomando características ditatoriais, uma vez que tentam ter controle da vida de todo cidadão. Nesse sentido, governos russos e americanos já utilizaram de algorítimos e dados de usuários do Facebook para adulterar as eleições americanas, além de uma recente utilização constante do twitter, pelo presidente Donald Trump, para manifestar opiniões e posições políticas importantes. Desse modo, as novas democracias tendem a estar mais próximas do eleitores como intuito de coagir e manipulá-los, podendo tomar caráter mais populista e centralizador.
           Além disso, em um processo mais avançado de governo é possível que haja uma forte influência do Estado dentro das casas de cada cidadão. Nessa lógica, no livro 1984, de George Orwell, expõe um tipo de governo repressivo, que influencia a língua e reprime o pensamento de todos os cidadãos, que não estão livre das forças policiais e câmeras nem mesmo dentro de casa. Outrossim, existe um líder, o Grande Irmão, que governa aos moldes de Mao Tsé Tung, ou seja, exigindo um forte culto a sua persona. Desse modo, em um governo altamente tecnológico, é possível que haja um processo ditatorial que dite o comportamento e pensamento das pessoas de forma mais intensa.
            Dado o exposto, é necessário que a ONU (Organização das Nações Unidas),por intermédio do seu Conselho de Segurança, crie uma constituição global que puna a utilização invasiva das tecnologias e proteja os cidadãos do mundo. Com isso, países que utilizarem de algorítimos, contas de usuários, excesso de monitoramento e excesso de repressão policial deverá sofrer embargos econômicos e poderá ter seus representantes destituídos, presos e a população indenizada. Só assim, as relações entre o público e privado poderá ser limitado e a população não temerá governos totalitários.