Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    A sociedade distópica retratada no filme "Matrix" é controlada por uma inteligência artificial que proporciona uma ilusória sensação de liberdade. Para além da ficção, a tecnologia é utilizada como ferramenta de manipulação em todos os aspectos da vida de seus usuários. Tal controle praticado por empresas e governos, nos quais exercessem o totalitarismo sobre os internautas de acordo com suas preferências. Desse modo, torna-se presente analisar os principais impactos dessa problemática na sociedade. 
            Primeiramente, a utilização dos meios de comunicação para manipular comportamentos não é recente. No século XX, o Stalinismo, o Nazismo e o Estado Novo de Getúlio Vargas praticaram o sistema político totalitário, exercendo sobre a população ações que promovessem suas ideologias por meio de um sistema de doutrinação utilizando o rádio, a televisão e o jornal impresso. Recentemente, o governo tem se apropriado das redes sociais para promover o controle. Um exemplo disso, foi a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mediante a notícias falsas que despertou a atenção do mundo para o risco de manipulação do eleitorado por meio das fake news. 
            Ademais, outra forma de exercer o controle é por meio da censura que promove a restrição à liberdade de expressão, mesmo que esteja no período democrático. De acordo com o filósofo Foucault, a sociedade não é de espetáculos, mas de vigilância. Dessa maneira, o aumento do controle sobre os meios de comunicação torna-se nocivo para a sociedade que pode representar uma sabotagem ao Estado Democrático. Tendo como exemplo a Venezuela que em meio a uma forte crise política, endurece a censura e prende jornalistas, conforme o site El País. Já no Brasil, o atual governo censura a arte ao ameaçar de fechar a Ancine por mera orientação ideológica - Jornal Folha de São Paulo.  
             Portanto, diante do que foi exposto, a prática do totalitarismo é inadmissível. Sendo assim, o Poder Executivo - já que tem abrangência significativa - juntamente com empresas de comunicação, deve elaborar uma legislação que minimize a intervenção coercitiva do Estado tanto nas redes sociais como nos atuais meio de comunicação, a fim de promover uma real democratização da sociedade e evitar atitudes ideológicas e autoritárias. Assim, a tecnologia pode ser utilizada como ferramenta para obter conhecimentos e não causar mal-estar psíquico.