Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    O físico Albert Einstein, em uma de suas frases, teme o dia em que a tecnologia supere as relações humanas. Relaciona-se esse pensamento com o contexto atual, cujo os meios de propagação de informação, como a TV e a internet, monitoram seus telespectadores e exercem total influência sobre eles. Desse modo, cabe analisar com maior amplitude esse  grave totalitarismo virtual do século XXI.
          Em análise primária, vale ressaltar que essa manipulação advinda de um "ser dominante" não é recente. Getúlio Vargas, durante suas campanhas presidenciais, por exemplo, propagou sua imagem como "pai dos pobres" por meio de propagandas radialistas, assim, persuadiu o povo brasileiro a votar a seu favor. Ademais, agrega-se a essa influência, que ainda persiste, aos avanços da tecnologia, cada vez mais frequentes no cotidiano.  Para exemplificar, muitas empresas, como Adidas e Netshoes, usam o Instagram, a rede social mais utilizada hoje, para induzir a venda de seus novos produtos através de publicações constantes aos internautas.
            Por conseguinte, esse controle advindo de um interesse econômico, político ou social, impacta diretamente na mentalidade do cidadão e, consequentemente, nos seus atos. Na trilogia Divergente, a título de exemplo, a cidade futurística de Chicago é observada e controlada constantemente pelos idealizadores de um teste, que objetivam a cura de um gene maléfico presente em sua sociedade. Diante disso, é evidente que o totalitarismo virtual agride a integridade humana ao manipular e alienar seus usuários.
                Diante dos fatos supracitados, portanto, é necessário que medidas sejam providenciadas para a erradicação desse grave problema contemporâneo. Para que essa influência voltada principalmente ao lucro seja amenizada, cabe ao Ministério do Comércio, junto ao da Tecnologia, a proibição de propagandas  virtuais nas redes sociais, já que é o recurso mais utilizado pelas grandes empresas, por meio de um intenso controle. Além disso, o Ministério da Educação deve propor palestras nas escolas que estimulem o senso crítico dos cidadãos, para que, desde a infância, eles amadureçam com a capacidade de discernir qualquer forma implícita de alienação. Desse modo, somente, a humanidade fará jus a importância da tecnologia e ao conceito de Albert Einstein.