Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    De acordo com o filosofo suíço Jean-Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Essa visão é facilmente observada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisada a questão do uso de tecnologia como forma de controle da sociedade. Isso ocorre ora pelo alto consumo de equipamentos tecnológicos, ora pela dependência e controle sofrido pelo usuário das redes sociais. Assim, há de ser analisado tais fatores, a fim de que se possa liquidar esse problema de cunho social, que assombra a população do século XXI. 
      Sob esse viés, pontua-se a necessidade do ser humano em consumir novas tecnologias como empecilho à consolidação de uma solução. Desde a Revolução Industrial, ocorrida durante o século XVIII, o comerciante usa artifícios para lucrar mais, mesmo que, pra isso, precise inserir na sociedade produtos desnecessários e convencer o indivíduo a comprar compulsivamente. Nesse contexto, a sociedade é bombardeada com produtos tecnológicos, que substituem tarefas fáceis do dia a dia, levando, assim, à dependência do indivíduo que realizará apenas tarefas que usem à tecnologia como principal meio. Com isso, doenças como obesidade crescem na sociedade, pois, até tarefas simples como andar são substituídas por essas máquinas. 
        Do mesmo modo, destaca-se o controle sofrido pelas mídias sociais como um fator limitante para que haja uma solução eficaz. Isso porque, o excesso do uso das redes sociais pelos usuários da internet faz com que o governo tenda à inserir, por esses meios, formas de controle da sociedade. Por analogia, esses sistemas têm o controle de dados de todos os seus usuários, e assim se tornam uma poderosa arma de manipulação, quando na mão de governos autoritários, como o fato que já vem ocorrendo na China, no qual, de acordo com o portal de noticias G1, fez parcerias com empresas que desenvolvessem um aplicativo de pontos -os aplicativos avaliarão as atitudes dos usuários, para dar pontos e será obrigatório-,levando ao colapso da liberdade do indivíduo, que será julgado diariamente.      Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Saúde, em parceria com Organizações Não Governamentais "ONGs", proporcione a criação de leis a serem aprovadas pelo Senado, que obriguem as multinacionais da área tecnológica a difundir, por meio de propagandas publicitárias, os perigos da substituir tarefas do dia a dia para a saúde do consumidor, com intuito diminuir o consumo desnecessário. Aliado a isso, faz necessário a criação de centros de controle do uso da tecnologia. Esses centros podem ser administrado por ONGs, que fiscalizaram as ações do governo e delimitaram até onde o governo pode usar a tecnologia sem prejudicar a liberdade de toda a sociedade. Talvez assim Rosseau estará errado.