Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    A Constituição Federal vigente assegura o livre acesso ao mecanismo e a segurança digital. Porém, no século XXI, a inversão de valores sobre o totalitarismo na era tecnológica tem corroborado na eclosão de desafios condicionantes ao retroceder à cláusula, uma vez que o poder midiático originou novas formas de coerção e manipulação no indivíduo brasileiro, hodiernamente. Nesse sentido, nota-se a persistência de dois empecilhos: o uso excessivo de ferramentas e a perda de autonomia do usuário, os quais tornam-se um óbice infenso ao exercício da cidadania.
          Em primeira análise, a nova forma de totalitarismo na era tecnológica é construída, drasticamente, como um impasse a ser regulado. Dessa forma, de acordo com a pesquisa estatística do IBGE, Instituto Brasileiro, 64% dos indivíduos estão conectados constantemente ao mundo virtual e, por sua vez, é mensurável destacar como condicionante do percentual o uso excessivo de ferramentas, na qual controladas por empresas manipuladoras, acarreta no aumento das pessoas viciadas e sob o poder da internet. Haja vista, as consequências, como problemas psicológicos e de relacionamentos, serem retratos da retrógada realidade social. Sendo assim, é inadmissível que o âmbito midiático continue a ser um desafio contemporâneo ao atuar de modo a distanciar, definitivamente, os sujeitos  das relações sólidas entre humanos.
          Outrossim, consoante ao termo sociológico - Anomia-, de Émile Durkheim, em que ressalta sobre a predominância de conflitos sociais e individuais ocasionados pela ausência de regras , o papel da era tecnológica procede segundo essa assertiva ao diminuir a autonomia do usuário na sua utilização, se tornar um desafio de reverter tal contexto. Como resultado, o advento do mundo conectado entre algoritmos moldou o comportamento das pessoas ao criar um embate entre realidade e virtualidade. Com base nessa perspectiva, a questão do tempo passou a ser um problema na vida de jovens brasileiros conforme seus afazeres cotidianos serem substituídos pela tela de um celular, computador ou televisão. Por conseguinte, ainda que presente nos relacionamentos pessoais, é necessário colocar um limite no uso persistente de aparelhos midiáticos para ser possível reconstruir, lentamente, os vínculos de afetividade e as tarefas não cumpridas, a fim de fortalecer a independência do indivíduo.
          Logo, é imperativo propor medidas consentâneas na atenuação das formas totalitárias tecnológicas .Para isso, o Ministério da Educação deve criar projetos sociais digitais, por meio de campanhas e debates, como a atuação de psicólogos e pedagogos em discussões acerca do uso da internet e na busca de aumentar o relacionamento entre as pessoas. Espera-se, com isso, implementar uma nova moral contemporânea e, dessa forma, a Constituição Federal passará a ser aplicada.