Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    O totalitarismo é um sistema político no qual o Estado, sob controle autocrata, não reconhece limites à sua autoridade e regulamenta todos os aspectos da vida pública e privada, fere as liberdades individuais e tem o indivíduo como servo do Estado. Na segunda década do século XXI, a era tecnológica, tem surgido novas formas de totalitarismo por viés de controle sistemático governamental estatal, de modo contrário à forma que se dava no século XX, que era a manipulação e domínio por viés midiático. Com a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, a emergência de focos totalitários no mundo se configura como algo ilógico e insensato, de modo que urge a tomada de medidas para reversão ou atenuação da problemática. 
       Primordialmente, é imperioso destacar o poder exercido sobre o Brasil pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) no período do Estado Novo (1937 a 1946) no Brasil, durante a presidência de Getúlio Vargas. O DIP era a expressão máxima da coerção do livre pensamento e expressão, incumbido da tarefa de moldar a cultura brasileira aos propósitos do Estado-Novo por meio das mídias, principalmente pelo rádio, a tecnologia mais abrangente da época. 
        Não obstante, a partir de 2017 o controle sistemático governamental estatal se revela como uma nova forma de totalitarismo adotada pela China. Encontra-se em processo de implementação o sistema de crédito social, cujo objetivo é o monitoramento da população, no que tange a aspectos acadêmicos, sociais e financeiros. Em tese, o sistema fornecerá benefícios de acordo com a pontuação do cidadão, que será atribuída com base na conduta do indivíduo, utilizando a tecnologia de banco de dados unificado, algo que coloca em evidência os aspectos da vida pública e privada dos chineses. 
       Ao averiguar a historiografia do uso da tecnologia pela mídia, em função da manutenção e preservação da regulamentação da vida pública e privada, em prol da dominação da informação e alienação populacional, adjunto a análise da emergência de atitudes estatais de cunho totalitário que cerceia as liberdades individuais, ao exemplo supracitado, depreende-se a necessidade de mediação a nível mundial. Portanto, é mister que a Organização das Nações Unidas (ONU) tome providências para superar o problema e melhorar o quadro atual, por meio de uma Assembleia Geral Deliberativa com o Conselho de Direitos Humanos, deliberarem sobre proeminentes atitudes totalitárias no âmbito mundial, confeccionar um tratado que regule e controle ações de potencial totalitário que façam uso indevido da tecnologia de seus países membros, de forma a validar seu princípio de "promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção [...]”, dessa forma mitigar a emergência de novas formas de totalitarismo.