Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    Em 1939, durante o Estado Novo brasileiro, fora criado a "D.I.P" (departamento de imprensa e propaganda). Tal departamento tinha como objetivo censurar e controlar a propaganda durante o governo de Getúlio Vargas. Partindo dessa assertiva, hoje os meios de comunicação se encontram cada vez mais controlados por grandes corporações e por tabela, cresce demasiadamente o controle social. De fato, tal controle é espelho do puro embrutecimento social.
         Essa desordem social deriva, a priori, de um poder público manipulador quando se trata da tecnologia. Para o filósofo Nicolau Maquiavel, o príncipe não deve necessariamente ser bom e deve apenas aparentar ser. Ao se fazer paridade com o controle por meio da tecnologia, o governo somente aparenta lutar contra o uso de dados para o controle social e, na verdade aproveita-se de certos dados para monitorar o comportamento de seus cidadãos agindo em uma verdadeira história de "1984", destilando um discurso de falsa liberdade para o caleidoscópio social. De fato, com um governo aquém às suas obrigações coletivas, o futuro encontra-se comprometido.
         Outrossim, a coletividade apática age como coadjuvante nesse processo. O apego coletivo com as redes sociais têm superado todos os tipos de intempéries como os vazamentos de dados de grandes empresas. Na esteira dessa mazela, a sociedade inerte à episódios como o Facebook utilizando de dados confidenciais de usuários e os vendendo para a publicidade, ecoam com certa tranquilidade, à qual se curva ao plano da "normalidade". Nesse sentido, repudiar tais atos vis, com fito de mitigar o controle de dados configura-se um gesto de bom-senso.
         Portanto, refletir sobre o totalitarismo na era digital se torna necessário. Urge que o poder público mitigue a tentativa de controle social por meio de leis e políticas que punam quem usar a tecnologia com essa finalidade, buscando uma sociedade democrática. Ademais, é substancial que a sociedade esteja à par de seus direitos constitucionais, por intermédio de protestos contra empresas que usem seus dados sem permissão e uso de artifícios legais que fitem o fim dessa problemática. Para que assim a tecnologia não seja um artifício de controle social como já usado em 1939.