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    No romance distópico "1984" de George Orwell, é retratado um estado totalitário que controla todas as ações e pensamentos de seus cidadãos, utilizando-se da censura e do monitoramento constante. Fora da ficção, com o avanço tecnológico, novas formas de manipulação e controle surgem, criando estados totalitários cada vez mais próximos ao futuro retratado por Orwell. Assim sendo, é imprescindível discutir os motivos pelo qual essa problemática ocorre, entre eles a manipulação da mídia e a utilização de modelos de pontuação social.
          Em primeiro plano, é necessário perceber que o controle midiático é uma das ferramentas mais utilizada pelos estados atuais. De acordo com uma reportagem do G1, cerca de 60% da população brasileira utiliza programas de notícia que passam na televisão como sua única fonte de informação. Logo, ao se limitar a apenas uma única fonte, e não pesquisar por outras opiniões, o indivíduo se limita a uma única visão de mundo. Isso, em países que vivem em regime dictatorial, como a Coreia do Sul, contribuí diretamente para a alienação da população, pois quem controla a imprensa é o estado.
          Por conseguinte, vale notar o surgimento de novos modelos de controle social. Um claro exemplo é a China, que está implantando um sistema de pontuação social. Esse sistema, de acordo com as atitudes do indivíduo, atribuí uma pontuação que decide praticamente sua vida inteira. Uma pontuação baixa, por exemplo, impossibilitaria a pessoa de andar de trem e avião. Dessa forma, as atitudes do corpo social é totalmente controlado pelo Estado, assim limitando a liberdade de expressão e o individualismo. 
    
          Infere-se, portanto, que combater o totalitarismo na era tecnológica é um desafio. O governo, aliado as mídias, deve atuar em favor da população, criando propagandas de incentivo a leitura e da importância de buscar outras fontes de informação, a fim de criar uma sociedade mais crítica e de difícil manipulação. Aliado a isso, a ONU, juntamente com ONG's que lutam pelos direitos humanos, devem lançar iniciativas, como protestos e propagandas contra sistemas de pontuação social, a fim de garantir a liberdade de expressão e o individualismo em Estados totalitários. Feito isso, o futuro retratado por Orwell será apenas uma ficção.