Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    Em "Admirável mundo novo", Aldous Huxley, sintetiza uma realidade a qual os fatores tecnológicos prostram-se como peças funcionais na construção de uma sociedade dividida, especiada por castas. Neste, o totalitarismo transfigura-se na perspectiva de povos que desenvolviam atividades, relações e formas de condutas abalizadas, sobretudo, pela cor de seus macacões. Ao locar tais princípios literários a nossa atualidade, são perceptíveis as equivalências no cotidiano arraigado de métodos totalitários suplantados a era tecnológica. Não obstante, fomentar a democratização e equidade de direitos, deveres, bem como o uso consciente de fatores tecnológicos, são constituintes inerentes e minoradores destas problemáticas atuais.
    Neste ínterim, o físico Albert Einstein, expõe ser aterrador e claro que nossos desenvolvimentos tecnológicos tenham suprimido nossos motivadores humanitários. Dada perspectiva faz das relações usuais do cotidiano, embasadas por tecnologias que perdem sua real eficácia, a medida que direta ou indiretamente contribuem para o cerceamento da racionalidade do indivíduo; fazendo deste, congregador inflamado de práticas, que pelo viés da tecnologia midiática, regem padronizações de método, meios, escolhas.
    Outrossim, são factíveis as compreensões advindas do filósofo criticista e geografo Immanuel Kant, ao, sobremaneira, analisar a menoridade do indivíduo de acordo com a influência e submissão a qual este encontra-se em determinada situação. Isto é, a emancipação ativa e conceitual do ser, propicia neste a obtenção de uma atuação singular e subsidiada por suas próprias escolhas. Com isso, outorgar-se-ia o direito a maioridade.
    Portanto, evidenciar ações que mitiguem o totalitarismo tecnológico, são imprescindíveis. Para tanto, há necessidade da atuação do governo federal em face do Ministério da Ciência e Tecnologia, assistindo democraticamente e estabelecendo métricas efetivas que combatam o uso, sobretudo, das tecnologias informacionais no que tange a doutrinação do indivíduo na rede, bem como fomentar atividades de auto apropriações como a leitura de livros e a escrita. Tais ações se darão por meio de palestras, encontros e atividades lúdicas em instituições educacionais fundamentais, de ensino médio e superior, visando a democratização do conhecimento e afastando o estado de arte e sociedade fundamentado na distopia sociotecnológica de Huxley.