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    A Constituição de 1988 garante em seu 5° Artigo o direito à liberdade para todos. Entretanto, atualmente a tecnologia se apresenta como uma ferramenta para o totalitarismo, desafiando o objetivo do artigo. A influência do meio social e o uso excessivo das tecnologias estão entre os principais fomentadores do problema. Desse modo, devemos analisá-los a fim de buscar soluções.
           Nesse sentido, o sociólogo Émile Durkheim descreve como Fato Social a ação do meio social no qual estamos inseridos em nos conduzir a aderir, pensar ou aceitar algo. Seguindo esta linha de pensamento, o excessivo uso de tecnologias tem conduzido os indivíduos a aderi-la, pois caso contrário, são excluídos do meio social. Dessa forma, embora o uso de smartphones aproximem mais os indivíduos através do uso de mensagens instantâneas, por exemplo, a possibilidade de controle social por parte do Estado é ampliada, visto que este possui os meios que controlam a comunicação de uma nação.
           Em consonância, em sua obra “Admirável mundo novo”, Aldous Huxley, escritor inglês do século XX, apresenta uma pílula chamada “soma”, que faz os personagens esquecerem os problemas, entrando em plena conformidade com o sistema. Atualmente, a tecnologia tem facilitado a vida humana e ampliado o conforto dos indivíduos, entretanto, assim como na obra de Huxley, o “soma” atual tem gerado pessoas conformadas, que visam comprar o último game lançado e não queiram mais saber de política e economia, por exemplo. Desta forma, a tecnologia abre espaço para o totalitarismo, que como visto no século passado, trouxe tanta opressão para a humanidade. 
          Assim sendo, portanto, é necessário que ONG’s que defendem a liberdade dos indivíduos realizem palestras, abertas a sociedade,  em escolas e universidades. Tais palestras, ministradas por cientistas políticos, advogados e intelectuais, deverão alertar a população das formas com que o Estado pode se utilizar da tecnologia para a criação de um regime totalitário. Nesse contexto, esta medida almejará conscientizar os cidadãos do direito à liberdade e evitar que o Estado possa violá-lo.