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    Na segunda guerra mundial, o regime totalitário imposto por Hitler cativou inúmeros alemães com seu discurso carismático e manipulador, facilmente adotado pelo indivíduo alienado. Tais comícios foram fortemente impulsionados pelos meios de comunicação e tecnologia da época, e lamentavelmente disseminados por toda Europa. Logo, é imprescindível discutir as novas formas de totalitarismo decorrentes da era tecnológica. Em primeiro momento, o filme "A onda" retrata um experimento de um professor, cujos alunos desacreditavam de uma nova ditadura alemã. Porém, com o passar da obra, os próprios estudantes membros da onda defendem o regime totalitário imposto na sala de aula. De mesmo modo, Hannah Arendt reitera sobre como as pessoas que não questionam o que fazem banalizam o mal e o irradiam, sem nenhum exame de consciência sob suas ações. Ainda sob esse viés, o episódio quinze milhões de méritos de Black Mirror, apresenta como a tecnologia participa do controle sob os indivíduos, observados e julgados, que entregaram sua privacidade com a promessa de segurança e conforto. Similarmente, a atual sociedade está submetida à coleta de dados por empresas que produzem bens e serviços, contribuindo diretamente na massificação de gostos e valores dos usuários. Ademais, em ambos os casos as pessoas não questionam sua liberdade de escolha imposta, sempre dentro de padrões, como defende Sartre. Diante dos fatos, é axiomático que o Ministério da Educação inclua uma matéria nas escolas como nova disciplina, que ensine a ler efetivamente, pesquisar fontes confiáveis, a usar da interdisciplinaridade que cada matéria pode apresentar para dissertar e pensar sobre o assunto de cada aula, em forma de debate. Espera-se com isso a formação de cidadãos mais instruídos, críticos, responsáveis e participativos no meio social em relação às suas escolhas, para usufruir da era tecnológica da melhor forma possível sem ferir os direitos humanos.