Novas formas de totalitarismo na era tecnológica.

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    ''As origens do totalitarismo'' é uma importante obra da filósofa Hannah Arendt que destaca análises sobre as mais variadas formas de regimes totalitários como o nazismo, por exemplo. Nesse viés, apesar da democracia ser majoritária nas sociedades atuais, o autoritarismo e a manipulação comportamental estão presentes, embutidos nas facetas das mídias digitais, que transmitem uma falsa sensação de liberdade aos civis.
       Em primeira análise, pontua-se que, durante o período nazista de Hitler, a principal maneira de garantir a estabilidade do totalitarismo alemão era por meio midiático. Sob essa ótica, a veiculação de notícias ilusórias sobre a política foi fundamental na alienação do pensamento público. Análogo a isso, o controle do comportamento civil ainda é notório, visto que, de maneira velada, os meios de comunicação digitais utilizam algorítimos para selecionar conteúdos de acordo com a personalidade individual do cidadão. Sendo assim, o internauta fica refém do conteudismo dominado pela mídia, rompendo-se, portanto, o senso crítico e a liberdade de escolha do mesmo.
      Além disso, vale ressaltar que Guy Debord já destacava na atual sociedade o conceito de ''cultura midiatizada'', visto que, em detrimento lucrativo, a Industria Cultural tem tornado-se cada vez mais alienatória, no qual vende-se massivamente o culturalismo globalizado. Nesse sentido, a população consome os mesmos padrões culturais, veiculados amplamente  na internet. Logo, grande parte da sociedade brasileira, por exemplo, vive no contexto das ''bolhas digitais'' alienadas virtualmente, afinal, dados do site G1  afirmam que cerca de 70% da população utiliza a internet.
      Diante dos fatos supracitados, é necessário que a União, junto ao Legislativo e com auxílio fiscal do Produto Interno Bruto, crie a ''Lei do Algorítimo'' que proíba as mídias digitais, como sites, a estabelecer padrões comportamentais dos internautas, afim de ludibriá-los no consumo de conteúdos pré estabelecidos. Posto isso, a internet será, de fato, um âmbito livre das máscaras do controle totalitário e, portanto, o senso crítico civil será preservado da ''cultura midiatizada''  explícita por Debord.