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    Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos o direito a liberdade e dignidade. Conquanto, os acometidos pelo alcoolismo acabam sendo privados desses direitos: passam a viver em função do vício. Esta é uma grande problemática social que tem seus efeitos mascarados em decorrência da aceitação cultural do ato de beber. Outro aspecto é o fato dos dependentes estarem diluídos na sociedade, mascarando o tamanho e a gravidade do problema. Diante dessa perspectiva, é necessário que sejam encontrados subterfúgios para o combate a este grave problema social. 
          Mormente, é fulcral ressaltar que o hábito do consumo de álcool remonta antigas civilizações. No Egito Antigo, uma variação de cerveja, bem mais forte que a atual, já era consumida. As civilizações romana e grega também faziam grande uso de bebidas alcoólicas, principalmente o vinho, tendo seu consumo relacionado com o culto aos deuses Dioniso, na Grécia, e Baco, em Roma. Toda essa carga cultural culmina com a naturalidade que o consumo de bebidas alcoólicas é encarado pela sociedade ocidental. Esse contexto aumenta o risco de dependência, já que os freios morais que o consumo de outras drogas possuem não se aplicam da mesma forma ao consumo de álcool. 
          Nesse expediente, é importante dimensionar a gravidade do problema para não haver dúvidas sobre a necessidade da construção de ações efetivas para seu enfrentamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o álcool é o responsável por 3,3 milhões de mortes por ano no mundo: número de pessoas superior a população de muitas metrópoles nacionais. Apesar de números absolutos relevantes, essas pessoas estão diluídas na sociedade. Diferentemente de grandes tragédias com muitos óbitos, causadoras de justificável comoção social, as vítimas do álcool vão tombando sem que a sociedade se alarme e combata ativamente esse problema que vitima tantas pessoas.  
          Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater o problema. Urge a necessidade do Ministério da Educação, promover campanha em escolas de ensino médio, através de palestras e eventos artísticos, com a participação de educadores e pessoas que sofrem com o alcoolismo, buscando desenvolver o tirocínio dos estudantes na identificação do consumo patológico de álcool. Ademais o Governo Federal deve promover campanha publicitária, através de rádio, televisão e Internet, focando na grande quantidade de casos e no grande prejuízo a vida dos acometidos pelo alcoolismo, buscando aumentar a vigilância da população ao uso abusivo do álcool contribuindo para a diminuição de casos. Espera-se assim enfrentar objetivamente o problema.